Desde 19 de março que, preventivamente, para travar a progressão da pandemia da covid-19, o governo proibiu voos internacionais para os aeroportos de Cabo Verde, com desembarque de passageiros, no âmbito da ativação do plano nacional de contingência.

Em comunicado, o governo liderado por Ulisses Correia e Silva refere que, “no cumprimento das suas obrigações e contando com a pronta colaboração de vários parceiros”, está a tomar medidas para “facilitar o regresso dos cabo-verdianos retidos em outros países e que queiram regressar ao país”, bem como “dos cidadãos estrangeiros no território nacional que queiram regressar ao seu país”.

De acordo com a informação, o processo de repatriamento dos cabo-verdianos retidos em Portugal, Brasil e Estados Unidos da América “deverá acontecer na próxima terça-feira”, recorrendo a “voos afretados, sob as expensas do Estado de Cabo Verde e em voos partilhados”.

“Relativamente aos cabo-verdianos retidos em outros países, há um acompanhamento que está ser feito pelo Governo através das embaixadas”, esclarece ainda o comunicado.

Já na terça-feira, segundo o Governo, estão programados dois voos da TAP para o transporte de passageiros portugueses retidos na ilha do Sal e na cidade da Praia. Na segunda-feira realiza-se um voo afretado para a ilha de São Vicente, “que deverá fazer o escoamento dos brasileiros para o Brasil, com escala no Sal”.

Fontes diplomáticas contactadas pela Lusa apontam para entre 200 a 300 turistas portugueses retidos na Praia e sobretudo na ilha do Sal. A comunicação social cabo-verdiana aponta ainda a presença de algumas dezenas de portugueses retidos na ilha de São Vicente, sem garantias de voos de regresso a casa.

“Para além dos portugueses e brasileiros, a esmagadora maioria dos outros turistas estrangeiros retidos nos hotéis, em território cabo-verdiano, regressam aos países de origem, até o dia 25 de março”, conclui o comunicado.

Cabo Verde regista até ao momento três casos confirmados de covid-19, todos turistas estrangeiros e na ilha da Boa Vista, que se encontra em quarentena, sem ligações aéreas ou marítimas às restantes ilhas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 308 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 13.400 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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