O responsável pela estratégia digital da campanha do presidente dos Estados Unidos disse hoje concordar que Donald Trump use a rede social Twitter "o máximo possível" porque esse é o melhor método para comunicar "diretamente com as pessoas".

Brad Parscale está hoje a participar em diferentes painéis da Web Summit, em Lisboa, e esteve disponível para responder para uma curta conferência de imprensa com jornalistas portugueses.

Questionado sobre a utilização que o presidente norte-americano faz do Twitter, o especialista em comunicação disse que quer que ele use esta rede social "o máximo possível", uma vez que acredita que "as pessoas querem ouvir os seus líderes".

"Ele é o Presidente, a escolha é dele. Se é assim que ele sente, ele deve fazê-lo dessa maneira. Eu estou contente que ele 'tweet' e comunique diretamente com as pessoas.

Brad Parscale recorda a eleição de Trump, que aconteceu há um ano, como "um momento emocionante".

"Pude estar com ele no palco naquela noite e ver o meu país andar para a frente. Continuo a achar que o plano de Trump vai ser uma coisa ótima para o país. Espero ter a possibilidade de ajudar a serem oito anos em vez de quatro", antecipou.

Questionado sobre se vai trabalhar com o Trump numa próxima campanha, o responsável da estratégia digital foi perentório: "vai ter que lhe perguntar, mas espero que sim".

"Ele é o meu chefe, não sou eu o chefe dele. Espero que ele me telefone, mas se ele quiser enviar um tweet, por mim, tudo bem", ironizou.

Sobre se este tinha sido o cargo mais importante que assumiu na vida, Parscale respondeu com uma pergunta: "Quem não quer jogar no Super Bowl?".

"Fui abençoado e foi uma das melhores oportunidades da minha vida", admitiu.

Interrogado sobre o possível contágio desta forma de fazer campanha a países como Portugal, Brad Parscale começou por responder que não é "um especialista em política portuguesa", sendo esta a primeira viagem a Lisboa, "uma cidade muito bonita".

"Eu imagino que a metodologia americana e a forma como se usou as redes sociais tenha um efeito no resto do mundo, mas todos os países são diferentes e as leis são diferentes. Imagino que a escala seja diferente também. Eu não sei nada sobre política portuguesa", respondeu.

Lusa