O ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Monteiro, assegurou que, a nível nacional, os investimentos  previstos, nos próximos três anos, nas energias renováveis estarão à volta dos 75 mega watts, sete dos quais serão instalados em Santo Antão, cuja taxa de penetração é de cerca de 20 por cento (%).

Alexandre Monteiro, que esteve, nos últimos dias de visita a Sano Antão, integrando uma delegação chefiada pelo primeiro-ministro, explicou que, desses 75 mega watts, que representam mais do dobro da capacidade existente, 25 mega watts já estão a ser instalados.

Até finais deste ano/princípios de 2020, o Governo espera iniciar a instalação dos restantes 50 mega watts, para “fechar” o plano previsto até 2022, avançou o ministro.

O novo plano director sobre o sector energético em Cabo Verde aposta, “essencialmente”, no desenvolvimento das energias renovareis, prevendo-se, dentro de dez anos, ultrapassar os 50% de penetração no arquipélago.

Em relação a Santo Antão, o Governo tem como meta atingir, até 2030, uma taxa de 56% de penetração das energias renováveis, desafio que exigirá um investimento de um milhão e 300 mil contos, em ambas as fontes (solar e eólica).

As centrais fotovoltaicas de Figueiras/Ribeira Alta (Ribeira Grande) e do Planalto Norte (Porto Novo), com capacidade para 59,5 e 35 kWp (quilowatts), respectivamente, bem assim o parque solar desta ilha, com uma potência de 80 Kwp, são alguns dos mais recentes investimentos públicos realizados em Santo Antão, no domínio das energias renováveis.

A Inforpress sabe, porém, que, além dos investimentos públicos, Santo Antão poderá receber, a curto prazo, um projecto privado que consiste na instalação, no município do Porto Novo, de um parque solar de 2,5 mega watts.

Trata-se do projecto “Aquasun”, a cargo do grupo britânico Brine Engineering Solution, estimado em mais de dois milhões de contos, que inclui ainda, além das energias renováveis, a dessalinação de água do mar para a agricultura.

O projecto está a ser discutido, há dois anos, com as autoridades cabo-verdianas (Governo, através do Tradeinvest e o município do Porto Novo), que já firmaram com os investidores um memorando de entendimento, com vista à realização dos investimentos.

A concretizar-se, será o maior investimento externo uma vez realizado em Santo Antão, segundo o edil do Porto Novo, que já admitiu que  há “perspectivas” do seu município, ainda em 2019, começar a receber investimentos privados, de entre os quais os previstos no âmbito do projecto “Aquasun”.

Tem estado a exortar o Governo a “fazer os possíveis” para que este projecto, pelo seu impacto na economia santantonense, vá adiante.

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