Inaugurado hoje pelo vice primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, trata-se de um investimento de 260 milhões de escudos, com capacidade de produzir 2.027 MWh/ano e poupará 486 toneladas de combustível por ano, evitando, ainda, uma emissão de dióxido de carbono – CO2, na ordem dos 1.768 toneladas/ano.

No seu discurso de ocasião, pedindo antes uma salva de palmas a todos aqueles que fazem a APP hoje uma realidade em Cabo Verde, Olavo Correia sublinhou que são as “grandes marcas que fazem os países”.

“Temos que celebrar. As grandes marcas seduzem a qualidade do país, e a APP faz parte das grandes marcas cabo-verdianas. E, em nome do Governo, tenho que agradecer esse vosso comprometimento, engajamento, persistência e resiliência, porque eu sei que não é fácil fazer negócio em Cabo Verde”, manifestou.

Estendendo-se em manifestação de contentamento por tudo o que a APP vem fazendo ao longo dos 20 anos de presença “marcante, conforme disse, na história económica e social do país, concretamente da ilha do Sal, o governante reiterou que momentos importantes e melhores práticas devem ser celebrados.

Segundo Olavo Correia, esta aposta que está sendo feita nas energias renováveis é também para Cabo Verde uma opção essencial, estratégica, para o seu desenvolvimento, augurando, ao mesmo tempo, que esses investimentos possam produzir um efeito sobre a redução das faturas energéticas.

“Precisamos, enquanto pequeno país insular, frágil do ponto de vista ambiental, ser um país cada vez mais resiliente. Temos que apostar seriamente nas energias renováveis e no aproveitamento dos recursos endógenos renováveis, sobretudo da vertente eólica e da vertente solar”, frisou.

Por sua vez, enaltecendo a parceria entre a APP, o Governo e a Câmara Municipal do Sal, o edil, Júlio Lopes, sublinhou que é graças a esse trabalho desenvolvido que hoje a ilha do Sal está nesta fase.

“São os empresários é que fazem as coisas. A parte pública tem é que criar as condições para que os empresários possam trabalhar”, enfatizou.

Lembrando que a APP é fruto de um compromisso histórico da CABOCAN e o Governo de Cabo Verde, para urbanização da Ponta Preta, como zona de desenvolvimento turístico, Norberto Larriba, vice-presidente da APP, destaca o facto de estar a fornecer de forma contínua e com qualidade os serviços básicos da ilha.

“Durante estes 20 anos, tem assumido o seu papel, fornecendo de forma contínua, segura e com qualidade os serviços básicos da ilha do Sal. A história demonstra que valeu a pena a caminhada”, enfatizou, enunciando novos investimentos da APP, visando otimização e eficácia em relação à água e energia.

O grupo APP no Sal é composto por cem colabores, sendo a maioria cabo-verdianos, dos quais 36 são mulheres.
Olavo Correia aproveitou as poucas horas no Sal para visitar, ainda, as obras e projetos do Fundo do Turismo, como a Pedonal, o Calçadão, o Pontão, os trabalhos de requalificação do bairro António Sousa, Norte de Santa Maria e Holandinha.