Jorge Lopes defendeu essa ideia em declarações à imprensa, na Cidade da Praia, momentos antes da conferência sobre “Governação Eletrónica e Desenvolvimento Sustentável”, em que foi orador, promovida pela Fundação José Maria Neves para a Governança, para assinalar o seu primeiro aniversário de funcionamento.

“Os nossos indicadores são confortáveis e encorajam-nos a prosseguir”, defendeu Jorge Lopes, para quem esses indicadores do país, para além de estarem próximas da média mundial, mostram que Cabo Verde até superou a média mundial, já que fez “boas opções de integração”.

Entretanto, o especialista, que já foi gestor do Núcleo Operacional para a Sociedade da Informação (NOSI), entendeu que tendo “levado até as últimas consequências a dimensão e empoderamento político da integração”, o arquipélago terá “falhado um bocadinho” no financiamento para o governo eletrónico.

Na conferência, que teve como moderador o Comissário da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Isaías Barreto, Jorge Lopes mostrou como é que a governação “suporta e sustenta” os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a Agenda 2030.

“O desafio do desenvolvimento sustentável é sobretudo um desafio de integração”, disse, considerando que a integração só é possível com ferramentas e com a governação eletrónica que é um tema “vasto e complexo” e que tem que ser adotada às circunstâncias próprias de cada país.

Jorge Lopes quis mostrar que só é possível alcançar os ODS se for implementado o conceito do governo como um todo e integrado e “não como um conjunto de infraestruturas fragmentadas e a agirem de forma isolada".