O Coronavírus tem sensibilizado pessoas de todas as áreas e de todos os países. Na Alemanha, por exemplo, mais de 42 mil programadores e especialistas em informática participaram no WirvsVirusHackathon no fim-de-semana passado, tentanto ajudar a combater esta que já muitos apelidaram como guerra.

Ajudar a identificar de forma mais eficiente cadeias de transmissão, aperfeiçoar a organização de testes do COVID-19 ou melhorar a distribuição de comida aos sem-abrigo foram alguns dos desafios colocados aos participantes. De acordo com revista alemã Der Spiegel foram cerca de 1.500 os projetos debatidos na maratona que, na reta final, contou com 27 mil pessoas activas nos canais de comunicação online.

O movimento foi fundado na semana passada por sete organizações alemãs, como a Code for Germany ou o Impact Hub de Berlim, inspirados numa iniciativa semelhante na Estónia. Desenvolvida a ideia, apresentaram-na à Chancelaria Alemã, que, a 18 de março, decidiu apoiar “unanimemente” o projecto, comprometendo-se a financiar as melhores ideias que saíssem da maratona informática.

De acordo com a Der Spiegel, a participação foi tão grande que os organizadores se viram obrigados a criar vários servidores para tantos milhares de participantes. O Slack foi um deles. Nos próximos dias, um júri irá decidir quais os projetos que vão ser financiados pelo Governo Federal, mas no site da maratona também vai estar disponível uma votação aberta ao público. Desta forma, os internautas poderão decidir quais as ideias mais promissoras.

Em Portugal, algumas empresas também querem ajudar a combater o COVID-19 e lançaram o tech4COVID19. Tudo terá começado com uma conversa informal entre fundadores de startups tecnológicas, mas rapidamente evoluiu para se tornar num movimento com mais de 120 empresas e 600 pessoas de várias áreas distintas a trabalhar em conjunto para ajudar o país na luta contra o COVID-19.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.