O software vasculha a memória do computador em busca dos números primos utilizados para a constituição das chaves de encriptação e desbloqueia os ficheiros. A solução não é, no entanto, infalível.

Exatamente uma semana após a disseminação do ataque informático que afetou mais de 200 mil computadores em todo o mundo, um grupo de investigadores e especialistas em cibersegurança alegam ter encontrado uma solução para todos os utilizadores que estão ainda a braços com as consequências do ransomware.

A "cura" chama-se WanaKiwi, foi desenvolvida por Adrien Guinet, Matthieu Suiche e Benjamin Delpy e já provou ser eficiente quando aplicado no Windows XP, 2003 e 7. De acordo com Suiche, as versões Vista e 2008 do sistema operativo também deverão estar cobertas.

Como é sabido, o ransomware WannaCry foi a "arma digital" utilizada neste ataque. Uma vez instalado nos computadores, o vírus bloqueia os seus ficheiros e pede um resgate em troca da desencriptação dos mesmos. Se o valor exigido não for pago num prazo de seis a sete dias, os dados são eliminados.

Para resolver o problema, o WanaKiwi procura pelos números primos utilizados para criar as chaves de encriptação na memória do computador. A chave é depois utilizada para desbloquear os dados sem que seja preciso realizar qualquer pagamento.

Para correr o programa, os utilizadores vão ter de o instalar através do Github. Depois vão precisar de o iniciar no mesmo ficheiro onde foi alojado, pelo WannaCry, o ficheiro .pky.

As primeiras experiências levadas a cabo por alguns especialistas relatam resultados diferentes. Enquanto alguns dizem ter conseguido resolver o problema, outros alegam que o software não funciona. A equipa avisa, no entanto, que se o computador infetado tiver sido reiniciado deste o ataque, o WanaKiwi não deverá mesmo funcionar, uma vez que os números pelos quais procura deverão ter sido apagados da memória do PC.

"A ferramenta não é perfeita, mas se as empresas não tiverem feito um backup, esta é a sua única esperança", disse Suiche em declarações à revista Forbes.

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