Em declarações hoje à Inforpress, José Valdemiro Lopes explicou que depois de ter conhecimento de que a tabanca foi elevada a património imaterial nacional decidiu elaborar essa revista para uma “maior divulgação” dessa manifestação cultural e para que ela tenha um “impacto na diversificação da oferta turística cabo-verdiana”.

José Valdemiro Lopes defendeu que a tabanca, para além de ser uma manifestação popular cultural, é um símbolo da “resistência popular cabo-verdiano” que resistiu às ideias “perversas” do colonizador que não queriam que os cabo-verdianos manifestassem a sua cultura, por isso é preciso promove-la e valorizá-la.

Esta revista electrónica, informou, contém vídeo, áudio e imagens com informações globais sobre tabanca, como é que sugeriu, como é feita esta manifestação cultural entre outros assuntos.

Todas as informações apresentadas, assegurou, é fruto de um trabalho de pesquisa científica de vários autores e os vídeos são entrevistas publicadas na Televisão de Cabo Verde, como é o caso de uma entrevista com o linguista cabo-verdiano Manuel Veiga, e outras com alguns actores da tabanca.

“Esta revista tem um valor de ponto de vista didáctico, independente da promoção da cultura cabo-verdiana e da promoção do turismo. Quem tem acesso a ela vai conhecer realmente esta manifestação cultural. Agora falta promove-la no país e pelo mundo inteiro, sem esquecer da 13ª ilha que é a Diáspora”, disse.

Para a mesma fonte, este trabalho será muito útil para os cabo-verdianos na diáspora, visto que muitos filhos de cabo-verdianos, por exemplo, a segunda e terceira geração, não conhecem “profundamente” a história da cultura de uma determinada ilha.

Fez saber que através desta revista as pessoas vão ter acesso a links enlaces directos, para os web sites do Instituto do Património Cultural, Biblioteca Nacional, site do Governo, Cabo Verde TradeInvest, entre outros e dali poderão obter mais informações sobre o país e a sua cultura.

A tabanca foi classificada património cultural imaterial de Cabo Verde, pela resolução do Conselho de Ministros do dia 25 de Julho de 2019.

A classificação desta manifestação acontece na sequência de um processo de inventário e capacitação realizado pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através do Instituto do Património Cultural, desde 2015.

Segundo informações do IPC, após o inventário, de base comunitária, realizado constatou-se que actualmente existem 14 grupos de tabanca activos nas ilhas de Santiago e Maio.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.