A informação foi avançada por João Domingos Correia, depois de ter sido recebido em audiência pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, a quem informou sobre a situação actual da empresa, depois do incêndio do dia 11 que deflagrou nas instalações centrais e provocou a paralisação de todos os serviços de telecomunicações a nível nacional.

“Estamos a fazer novos investimentos alternativos e em lugar diversos (…), para tentar manter a sicurização da comunicação em termos daquilo que é a comunicação essencial, a Assembleia Nacional, Presidência da República, Governo, as grandes empresas, para terem algo remoto, que em caso de uma situação, igual ao que aconteceu , não tenha interrupção de funcionamento”, avançou.

O PCA explicou que se trata de uma central 2, que caso acontecer algum problema do tipo, comece logo a funcionar.

Segundo o presidente, o incêndio foi causado por um curto-circuito, as investigações neste momento estão sob a alçada das autoridades judiciais, e o relatório das investigações internas devem estar concluídas ainda esta semana, embora pouco servirá para a investigação efectiva.

“Nos neste momento estamos na fase de avaliação de todo o processo, que é muito complexo. Estamos a trabalhar com especialistas, porque quando ocorrem incêndio sobre equipamento de energia, a intervenção nem sempre é fácil, para ver qual é a melhor solução, porque qualquer que seja a intervenção para a extensão do fogo pode colocar as máquinas em colapso, foi o que aconteceu”, esclareceu

João Domingos Correia lembrou que o incêndio, que causou problema de energia, teve prejuízos avaliados em 70 mil contos, só para a empresa, mas reconheceu que o prejuízo é maior, sendo que várias empresas e entidades foram também lesadas.

Revelou que o encontro serviu para apresentar o novo conselho da administração da Cabo Verde Telecom, mas também manifestar a disponibilidade da empresa em continuar a ser parceiro da Assembleia Nacional.

Na ocasião, assegurou que todos os serviços já estão normalizados, mas poderá haver alguma queda.

No dia 11 deste mês, por volta das 20:00, a Cabo Verde Telecom foi surpreendida por um incêndio nas suas instalações, na cidade da Praia, que provocou a paralisação de todos os serviços da empresa, a nível nacional.

De igual modo, os utilizadores da rede Unitel Tmais também foram prejudicados na noite de sábado, por volta das 22:00, altura em que registada uma quebra no serviço de chamadas e internet a nível nacional, derivada do provedor de serviços desta empresa.

Na altura, o presidente do conselho de administração da Cabo Verde Telecom não descartou a hipótese de mão criminosa na origem do incêndio nas instalações da empresa, tendo lembrado que a mesma tem sido alvo de atentados e vários ataques.

AV /JMV

Economia, negócios, telecomunicações, Inforpress/Fim

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