Em entrevista à Inforpress, fazendo o balanço do quadro das telecomunicações em Cabo Verde, Aruna Handem considerou que o país está “bem posicionado”, mas admitiu que é necessário criar mais condições para que a telecomunicação seja, de facto, mais eficaz.

Conforme apontou, o arquipélago tem mostrado altas taxas de utilização das telecomunicações, na qual abordou a penetração da Internet em que os números de subscrições é 20 por cento (%) maior que a própria população.

Este dado, explicou Aruna Handem, acontece pelo facto das pessoas terem subscrições com as duas operadoras que actuam no território nacional.

Por outro lado, referiu, apesar de se reclamar muito a nível dos custos no acesso a Internet, se se comparar com alguns países da sub-região africana, Cabo Verde está bem posicionado na matéria.

Aruan Handem sublinhou, entretanto, que um dos aspectos a serem avaliados em relação a penetração da Internet é a forma como os utentes têm utilizado os conteúdos, questionado se realmente acrescentam valor, ou simplesmente servem para consumo de conteúdos que estão a ser criados fora do país.

“Nós gostaríamos que o acesso fosse utilizado para conteúdos didácticos, ou para conteúdos que incentivam a educação, pesquisa, outros conteúdos que tragam algum conhecimento, servindo ainda para a educação digital”, opinou.

O responsável defendeu a aposta em mais infra-estruturas, uma regulação que consiga a terraplanagem em relação ao seu acesso, mas acima disso, salientou, Cabo Verde precisa de alguns modelos novos de infra-estruturas.

Para o director-geral das Telecomunicações e Economia Digital, dada a dimensão de Cabo Verde, o país tem tido “ganhos significativos” em matéria de telecomunicações, que advêm das estratégias e dos investimentos que estão a ser implementados para o desenvolvimento do sector.

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