A elaboração de um Plano Estratégico de Educação Patrimonial em Cabo Verde, acaba por ser, segundo aquele responsável, “ímpar” dentro do contexto da costa ocidental africana.

O presidente do IPC falava aos jornalistas à margem do ateliê de socialização do draft zero do Plano Estratégico Educação Patrimonial promovido pelo Instituto do Património Cultural, através do Gabinete de Educação Patrimonial e a Fundação Amílcar Cabral, em parceria com a Fundação Lélio e Lisli Basso da Itália, que acontece hoje e quinta-feira, na Biblioteca Nacional.

Sobre o referido plano, fez saber Hamilton Jair Fernandes que é uma iniciativa saída das recomendações da primeira Conferência Nacional sobre Educação Patrimonial, que, segundo disse, visa essencialmente as articulações necessárias entre as escolas, a comunidade e o Instituto do Património Cultural.

Às suas declarações, o presidente do IPC acrescentou que no primeiro trimestre desde ano, os dados estatísticos apontam para a necessidade desta articulação.

“Refiro-me, por exemplo, a quase sete mil alunos que visitaram as estruturas patrimoniais em Cabo Verde, particularmente museus, a Cidade Velha e o Tarrafal, com uma clara necessidade de se trabalhar programas extra-curriculares para o envolvimento das escolas, mas também das comunidades”, completou.

Hamilton Jair Fernandes informou, igualmente, que tem havido uma “grande demanda” por parte das ONG nacionais o que, afirmou, demonstra “claramente” que “há uma grande importância relacionada com a temática do património cultural e da história de Cabo Verde”.

Sendo as comunidades os primeiros actores da valorização e salvaguarda do património e da cultura em Cabo Verde, disse Hamilton Jair Fernandes que são chamadas a exercer um “papel capital” neste processo de salvaguarda, sendo eles os primeiros detentores e guardiões desse património.

“Por isso a perspectiva do plano não é só à volta da educação formal, mas sobretudo a educação não formal e a educação informal”, finalizou.

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