Em declarações hoje à Inforpress, o presidente do SNETS, José Manuel Pereira Vaz, informou que a decisão da greve saiu da Assembleia geral do sindicato realizado a 27 de outubro, tendo sido enviado às entidades competentes o pré-aviso da paralisação, assim como os motivos que justificam tal deliberação.

“Hoje fomos contactados pela Direção-Geral do Trabalho, mas até então não nos foi dado qualquer garantia sobre as reivindicações, pois, não houve qualquer consenso entre as partes”, disse, sublinhando que enquanto isso não acontecer a greve será para “cumprir”.

Segundo José Manuel Pereira Vaz, inclui-se na lista de reivindicações o aumento da carga horária, redução de salário e uma série de outras situações que estão a acontecer no Hospital Dr. Agostinho Neto (HAN).

Apesar disso, o presidente do SNETS diz-se “aberto e disponível” a negociar e a debater com as entidades responsáveis do setor, visando o cumprimento das reivindicações da classe.

Por sua vez, o presidente do conselho administrativo do Hospital Dr. Agostinho Neto, Júlio Andrade, revelou à Inforpress que não recebeu qualquer informação sobre a greve no Hospital Dr. Agostinho Neto.

“Nós não tivemos conhecimento de nada. Não houve qualquer encontro com a direção do HAN para debater as reivindicações”, assegurou.

A paralisação do trabalho no HAN abrange todos os enfermeiros e técnicos de saúde, que se sentem “injustiçados” com o aumento da carga horária, redução de salário e outros.

PC/ZS