A ideia foi manifestada na manhã de hoje pelo presidente do Sindicato Nacional dos Agentes de Segurança Pública e Privada, Serviços, Agricultura, Comércio e Pesca (SINTSEL), Manuel Barros, durante uma conferência de imprensa convocada para denunciar a “indiferença do Governo” em relação às reivindicações dos trabalhadores de segurança privada sobretudo a nível das condições de trabalho, salários, entre outras.

Manuel Barros disse que ainda não tem data prevista para a realização da greve, mas já começaram a mobilizar e sensibilizar os vigilantes para a realização da greve.

“Ainda não temos uma data, temos que preparar o terreno mobilizar os vigilantes para ver que passos seguir sendo que a nossa última greve foi barrada com a requisição civil”, revelou, adiantando que o SINTSEL irá reunir-se no próximo domingo, 16, com os vigilantes para mobilizá-los e sensibilizá-los para a realização da greve.

“Estamos descontentes com o arrastamento deste processo que envolve o Governo e a Associação Nacional dos Empresários de Segurança Privada (ANESP) e reparamos que as duas entidades querem desviar a nossa atenção para ganharem mais tempo”, considerou o sindicalista.

Manuel Barros disse que estão “fartos” e “indignados” com a realização de vários encontros que, segundo o mesmo, não têm tido resultados muito menos um entendimento.

O sindicalista afirmou que agora não vão aguardar mais pela decisão do Governo, porque acreditam que este é o momento de dar um “basta” a essa situação que se vem arrastando por muito tempo e sem fim à vista.

O sindicalista classificou a actuação do Governo de “vergonhosa”, uma vez que ainda não assinaram o acordo referente ao montante a ser fixado para pagamento das prestações do serviço.

Segundo este sindicalista, os vigilantes continuam a ser discriminados e a sofrer represálias das empresas.

Na ocasião apelou aos outros sindicatos envolvidos no processo a aderirem a esta causa.

De referir que, a 09 de Janeiro, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, reuniu-se com o SINTSEL e, no dia seguinte, com a ANESP.

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