O responsável do movimento posicionava assim numa conferência de imprensa na manhã de hoje, realizada na Praça Nova, que teria por fim, segundo a mesma fonte, denunciar “más práticas, abusivas e irresponsáveis” e ainda “apoiar e dar forças às vítimas da poluição sonora”.

“Pedir publicamente ao presidente da Câmara Municipal de São Vicente para parar de emitir essas licenças de ruído, que são ilegais, porque violam a lei”, disse o activista, adiantando que o grupo recebeu queixas de moradores da Rua Cristiano de Sena Barcelos e da Praça Nova, centro da cidade do Mindelo, sobre a “situação insuportável do barulho nas horas de repouso de que foram vítimas durante vários dias”.

“O que é grave, sobretudo da parte de uma autoridade, demonstrando a sua insensibilidade com a vida das pessoas e o fracasso da sua política como gestor desta cidade”, disse, Maurino Delgado, referindo que o grupo não é contra estas actividades, mas, “cada coisa no seu devido lugar”.

O porta-voz do MDSV apontou o exemplo de eventos realizados no último mês de Dezembro, que, alegadamente, perturbaram inclusive uma senhora com idade avançada, moradora dos arredores da Praça Nova, e com “sérios problemas de saúde”.

“É uma situação que demonstra até onde chega a falta de respeito para com a vida e a saúde das pessoas”, defendeu, relatando que na altura foi chamada a polícia, que, alegadamente declarou-se “impotente” para agir perante uma “licença ilegal” emitida pelo presidente da câmara municipal, que “sobrepõe” até à uma lei de poluição sonora aprovada na Assembleia Nacional e a própria Convenção de Direitos Humanos de que o país é assinante.

“Um poder que não respeita a lei é um poder perigoso”, reiterou.

Para Maurino Delgado, o edil “bastas vezes já demonstrou que ele não tem noção, nem da gravidade da agressão física ao corpo e alma das pessoas” e, por isso, “ele não é culpado do que faz”, mas, sim, a “culpa maior” é de quem nele votou e do partido que o sustenta, neste caso o Movimento para a Democracia (MpD).

Por esta razão, o activista pede a intervenção de diferentes autoridades, entre os quais, Governo, Presidente da República, tribunais, Provedor da Justiça e do procurador-Geral da República para se resolver a situação.

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