As atividades, que vão do profano ao religioso, foram festejadas pelo jardim Flores de Santo António, pertencente à congregação religiosa Irmãos Capuchinhos, do Mindelo, para assinalar o Dia de Santo António, patrono daquela instituição.

Segundo a responsável, Eugénia da Luz, os festejos deste dia vêm de há já algum no jardim de infância, que já conta com 25 anos de existência, e quer trazer aos mais novos “um pouco da tradição” de outrora e que marcavam o 13 de junho.

“Apesar de ser uma festa religiosa, também tem o lado profano que nós também assinalamos relembrando a nossa cultura, aquilo que se fazia antigamente em que vestíamos aquele traje a rigor, preto e branco, enfeitado com o rosário, com os ramos e as roscas nas mãos. Então é isso que procuramos incutir nas nossas crianças”, afirmou Eugénia da Luz.

Essa parte cultural que ainda é relembrada também nas músicas e danças tradicionais, como por exemplo o “Colá San Jon”, ensaiado pelos alunos durante alguns dias.

E ao que parece esse relembrar das tradições está a surtir efeito, a julgar pelas reações das alunas Cinthya Lopes e Luciany Lopes, que afirmaram à Inforpress estarem a gostar do traje com saias e lenço amarrado, e de aprender o cola San Jon.

Entretanto, não se esqueceu a parte religiosa que, aliás, marcou o início dos festejos.

As crianças do Flores de Santo António, no total de 180, e ainda os colegas do Jardim São Francisco da zona Pedreira, também pertencente aos Irmãos Capuchinhos, participaram numa procissão até a capela de Chã de Alecrim.

Essa caminhada, de apenas alguns metros, tinha como finalidade ir buscar o Santo António, que depois foi trazido para o recinto escolar ao som dos tambores, que animaram a festa que continuou então no pátio.

Tudo isso para lembrar o Santo António que, conforme relembrou a Irmã Luísa, também responsável pelo jardim, descendia de uma família portuguesa muito rica, que queriam que ele se tornasse um cavaleiro. Contudo, este acabou por optar por uma vida religiosa e depois viajado para África, Marrocos, para pregar a “palavra de Deus”.

Assim, ele “escolheu uma vida muito simples” e que “o fez tornar-se num dos santos mais populares” e comemorado em quase todo o mundo. “Por isso que ele é considerado como o santo casamenteiro, o santo dos perdidos e dos desesperados”, explicou a Irmã.

O dia 13 de junho é assinalado por ser o dia da morte de Santo António, de nome de batismo Fernando, que faleceu em Itália, país onde foi parar levado por uma tempestade quando tentava regressar a Portugal por estar doente.