Segundo Tommy Melo, esta foi a   quarta e última campanha de limpeza realizada este ano pela associação e que contou com a participação de 80 pessoas, entre militares e integrantes da organização não-governamental (ONG) “Voluntarismo”, para além de elementos da Biosfera I.

“As pessoas que passaram por nós não aderiram, talvez por pensarem que se trata de um trabalho da responsabilidade da Biosfera. Mas, estamos lá a fazer voluntariado também porque passamos a semana inteira a trabalhar,” criticou o presidente da associação.

Apesar do volume de lixo recolhido, Tommy Melo afirmou que o grupo não conseguiu apanhar todo o lixo que se encontrava na praia por falta de sacos. A alternativa, avançou, foi fazer amontoados de lixos para recolher nas próximas campanhas.

Conforme este responsável, por ser uma zona voltada para o norte e noroeste das ilhas ela tem ventos e correntes marítimas predominantes o que faz com que todo o lixo do desemboque nessa praia, tal como a Praia dos Achados em Santa Luzia.

Neste sentido, ajuntou, a Biosfera I está a ponderar fazer a campanha de recolha de lixo, que acontece no último sábado de cada mês, sempre nessa zona costeira. Isto com a expectativa de ter a participação de mais pessoas.

“Fazemos sempre o apelo. E esta nossa última campanha teve 10 mil visualizações no Facebook mas, as pessoas não estão a envolver-se. Não podemos obrigá-las porque se trata de uma acção que tem que ser movida por um acto de voluntariado,” explicou o ambientalista.

Segundo Tommy Melo, após a recolha, os sacos de lixo ficaram acomodados numa zona fora da estrada e onde o vento não os possa alcançar, porque não conseguiram entrar em contacto com a Câmara Municipal de São Vicente, que “tem sido uma parceira” nessas campanhas, para fazer a recolha imediata.

Sendo assim, revelou, a remoção do lixo só será feita na segunda-feira.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.