Guilherme Mascarenhas falava na conferência de imprensa de apresentação da proposta de criação do sítio de interesse científico da Enseada de Corais da Lajinha.

Confrontado pela Inforpress sobre as denúncias de que tem recebido 2.500 escudos por turistas que mergulham para ver a enseada de coral, o mesmo confirmou que “de vez em quando tem recebido uma contribuição para sustentar a campanha em defesa da enseada de coral”.

“Muito de vez em quando vêm um grupo de turistas e dá alguma coisa que ajudar a sustentar a campanha. Mas eu posso dizer que esta campanha está a ser sustentada com o meu salário que não é muito,” declarou a mesma fonte, ressalvando que é engenheiro electrotécnico e se quisesse dinheiro estaria a implementar painéis foto voltaicos.

Falando da proposta de criação do sítio de interesse científico da Enseada de Corais da Lajinha, Guilherme Mascarenhas explicou que se trata de uma zona “muito rica e muito bonita e com muitas espécies marinhas” e com uma representatividade “muito grande” da biodiversidade marinha cabo-verdiana, pelo que considera necessário que a zona seja protegida.

A mesma fonte indicou que a proposta para a criação da zona protegida já está pronta, faltando apenas recolher as 300 assinaturas para cumprir os requisitos da lei e envia-la às autoridades para avaliação.

Por seu lado, a bióloga-oceanógrafa Corrine Almeida sublinhou que a campanha em defesa da enseada de corais na Lajinha justifica-se pelo facto de neste momento se ter um “contexto diferente” na praia.

Conforme a mesma fonte, anteriormente não tinha o esporão que limitava a correnteza na região e o desembocar da água das chuvas fazia-se por toda a praia.

“Actualmente a canalização vem toda para dentro da enseada de corais com menos hidordinamismo e essa concentração de poeira vai lá sedimentar causando a morte dos corais”, disse Corrine Almeida.

A mesma realçou que se a Lajinha for declarada protegida “terá que haver um regulamento” e “as suas potencialidades turísticas devem ser trabalhadas dentro do regulamento”, pelo que defendeu que “não há qualquer problema no futuro que se faça pequenos negócios à volta de turismo”.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.