O Conselho de Juventude, segundo Ulisses Correia e Silva, que fazia a apresentação do projecto para poucas pessoas, no Centro Cultural do Mindelo, tem como objectivo  criar uma plataforma de auscultação  e de influenciação das políticas públicas relacionadas com a juventude.

Esta iniciativa vai permitir também, conforme a mesma fonte, o trabalho em rede, tendo em conta que além com reuniões bianuais com o chefe do Governos, os conselheiros devem criar redes de contacto, especialmente utilizando principalmente as redes sociais.

“Têm que ir ao encontro das expectativas dos jovens, que de certa forma representarão, para poderem depois influenciar positivamente as políticas públicas”, salientou o primeiro-ministro, adiantando terem optado por um modelo, em vigor no Canadá, que se destina a jovens “sem militância político-partidária”.

Ulisses Correia e Silva explicou que a razão desta decisão não é por existirem problemas com militantes de partidos políticos, mas sim porque as associações políticas juvenis já têm “formas privilegiadas de influenciação” com as “jotas” e com acesso à comunicação social.

“Nós queremos criar um outro instrumento, em que de facto a preocupação seja a juventude e complementamos as acções”, reforçou o governante, para quem se vai criar “algo inovador” em Cabo Verde.

O secretário de Estado adjunto do ministro de Estado, Carlos Monteiro, defendeu, por seu lado, que o conselho resolverá a “principal crítica” que os jovens fazem hoje aos políticos de existir um “fosso muito grande” entre os políticos e a sociedade civil.

O referido órgão, segundo a mesma fonte, vai permitir ter “jovens mais informados” e a estes de se colocarem no “papel de políticos e ver que não tão fácil se tomar uma decisão”, disse Carlos Monteiro, para quem o conselho é um “processo de viragem”.

Em representação da classe, o jovem sanvicentino Fábio Duarte defendeu que com este projecto surge a oportunidade que os jovens “tanto ansiavam de ter voz junto dos decisores políticos” e de levar os seus anseios e preocupações às autoridades nacionais.

A cerimónia de apresentação deste órgão teve ainda a participação do presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, que disse que se vai aproveitar a oportunidade para reactivar o Conselho Municipal de Juventude.

O Conselho Consultivo de Juventude terá representantes de todas as ilhas, mas privilegiando, segundo Ulisses Correia e Silva, a equidade do género dos representantes, que terão ainda as deslocações e estadias para as reuniões, na cidade da Praia, asseguradas pelo Governo.

O processo de selecção, que decorre até sexta-feira, 13, é feito através de uma plataforma electrónica e antes do final deste mês de Setembro vão ser conhecidos os conselheiros, cujo mandato tem a duração de dois anos.

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