O ninho, com cerca de uma centena de ovos, foi transladado para um lugar seguro tendo em conta que se encontrava num sítio onde poderia ser destruído pelas ondas do mar.

O delegado do INDP na Ribeira Grande, Renato Delgado, que foi alertado da desova por dois jovens que habitualmente frequentam aquela praia, disse à Inforpress, na ocasião, que “na Praia Pequena dificilmente saem tartarugas devido à própria morfologia da praia”.

É que, segundo Renato Delgado, trata-se de uma praia com ondas bastante altas e onde abundam os calhaus e isso não propicia a saída de tartarugas para desova.

Segundo Renato Delgado este é um caso isolado nessa praia, situada nas imediações da cidade da Ribeira Grande, e espera que a eclosão ocorra sem incidentes.

A Praia Pequena foi, durante muitos anos, utilizada para a extracção de inertes para a construção civil razão porque, em várias décadas, é a primeira vez que se houve falar da desova de uma tartaruga no loca.

Tal só foi possível após uma “corajosa mas contestada” medida da Câmara Municipal da Ribeira Grande que, há alguns anos, decidiu fechar o acesso de viaturas a essa praia.

Essa medida inviabilizou a extracção da areia na Praia Pequena e, após um longo período, terá contribuído para a reabilitação do ecossistema marinho de toda aquela zona.

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