O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, que explicou que o “esquema director”, já em fase de elaboração, através da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANAS), trará toda a estratégia sobre o uso e gestão de água em Santo Antão, onde “há muito desperdício” deste parco recurso.

Gilberto Silva, que esteve, esta semana, em Santo Antão, onde foi confrontado com a problemática de perda de água em algumas ribeiras desta ilha (caso mais preocupante em Janela), informou que vão ser envolvidos os agricultores, ouvindo as suas ideias, para que sejam identificadas “as soluções, a longo prazo, sobre a gestão de água”, nesta ilha.

Para o titular da pasta da Agricultura, Santo Antão precisa, através de “um plano consistente de intervenção e melhoria de gestão de água”, aperfeiçoar o sistema de irrigação, apostando mais na instalação de rega gota a gota, cuja taxa de cobertura é, ainda, “baixa”.

A aposta na micro-irrigaçao, avançou, permite poupar água e romper com o desperdiço dos recursos hídricos nesta ilha, onde ainda se opta muito pelo sistema de rega através alagamento, sobretudo nos concelhos do Paul e Ribeira Fria.

Enquanto isso, o MAA vai avançar, com recurso a “tecnologias modernas”, com pesquisas para conhecer as potencialidades, em matéria de água subterrânea, nas zonas altas de Santo Antão.

Os camponeses das zonas altas de Santo Antão, nomadamente dos planaltos Norte e Leste da ilha, têm estado a pedir a realização de um programa de prospecção de água sub-terrânea nessas localidades, que enfrentam o problema de escassez de água.

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