Amândio Lima, presidente da Associação Comunitária Nova Experiência Marítima, de Cruzinha, a entidade responsável pela implementação da campanha nessa localidade, disse à Inforpress que nas praias mais próximas estão identificados 17 ninhos, mas nas praias mais distantes, cujo acesso requer o recurso a embarcações, foram identificados e protegidos mais de 150 ninhos.

“Esses foram identificados no período de 01 de Junho a 17 de Agosto”, esclareceu Amândio Lima, que tem marcada, para esta semana, uma nova deslocação a essas praias mais distantes para uma nova recolha de dados.

Em Cruzinha toda a população está engajada na protecção das tartarugas marinhas, mas a Associação tem enfrentado outras dificuldades criadas por um predador natural que se alimenta dos ovos de tartaruga e consome boa parte deles, sem que os sete guarda recrutados para vigiar os ninhos possam fazer nada para o evitar.

Trata-se de um caranguejo conhecido localmente por “Plérte” que se enterra na areia até chegar aos ninhos para comer os ovos constituindo, na opinião de Amândio Lima, “uma ameaça constante” à protecção dos ninhos.

A campanha de protecção das tartarugas inicia a 01 de Junho a 31 de Novembro de cada ano.

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