A acção formativa, que se enquadra nas estratégias de implementação do Plano Nacional de Cuidados e que conta com financiamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), é promovida pelo Ministério da Família e Inclusão Social, através da Direcção-Geral da Inclusão Social em parceria com as câmaras municipais de Santa Catarina e São Salvador do Mundo.

A mesma, que beneficia 15 jovens raparigas do concelho de Santa Catarina e cinco de São Salvador do Mundo, decorrerá de 13 de Agosto a 06 de Novembro e vai ter duas valências, prática (190 horas) e teórica (240 horas).

O curso a ser ministrado no Centro de Apoio Integrado (CAI) de Assomada, é composto por seis módulos: “comunicação e relacionamento interpessoal” (20 horas), “observação da criança e adaptação do meio” (60 horas), “estabelecimento de horas de rotina” (50 horas), “estimulação da criança na prática de jogos, brincadeiras e actividades lúdicas” (50 horas), “registo e comunicação das intercorrências da criança” (30 horas) e “empreendedorismo” (30 horas).

No seu discurso, no acto da abertura oficial da formação, a vereadora do Desenvolvimento Social da Câmara Municipal de Santa Catarina, Isabel Monteiro, lembrou que para se fazer a seleção dos mais de 100 inscritos para as 20 vagas “não foi fácil”.

Daí, que apelou as beneficiárias a aproveitarem esta oportunidade, advertindo-as que quem sabe que não vai continuar até o final desta formação de 430 horas para avisar agora para que possam integrar outras pessoas que estão a aguardar.

A edilidade santa-catarinense, que segundo a mesma fonte preocupa com a educação e cuidado de crianças tem sob a sua tutela 42 jardins infantis para crianças de 4 a 6 anos orientadas por 76 monitoras, notou que há necessidade de existência de creches fora da cidade de Assomada para colher crianças de 0 a 3 anos.

Nesse sentido, disse acreditar que após a esta formação de “grande valência” que as formandas vão ter a oportunidade que encontrarem trabalho nas creches/jardins de infância existentes ou então abrindo os seus próprios negocias nessa área, e ainda prestarem serviços a partir das suas residências recebendo crianças de terceiros.

Por seu lado, a directora de Serviço do Ministério da Família e Inclusão Social, Mavilinda Cabral, que destacou o modulo VI “empreendedorismo”, assim como a autarquia santa-catarinense mostrou a disponibilidade do ministério em apoiar quem quer entrar neste ramo de negócios.

A este propósito, a responsável lembrou que para tal financiamento existem critérios a serem cumpridos para abertura de uma creche, tendo aconselhado as formadas que estão interessadas a se dirigirem à Direcção-Geral de Inclusão Social para que possam ter mais informações do que são necessários para que possam ter o alvará para a abertura desse estabelecimento educativo que ministra apoio pedagógico e cuidados às crianças com idade até três anos.

É que, segundo a mesma fonte, lidar com crianças “não é uma tarefa fácil”, por isso que para acreditação de creches que se iniciou este ano, têm que se cumprir todos os critérios básicos, preencher todos os requisitos e cumprir todos os procedimentos para que se possa abrir um equipamento social de “qualidade” e que dão segurança à todos os pais que vão deixar as suas crianças ali.

Para tal, informou que a Direcção-Geral da Inclusão Social tem também uma equipa para os orientar sobre os passos necessários para se obter o alvará e que ainda tem uma equipa para fazer a inspeção dos espaços, para depois conceder o alvará de funcionamento.

Acrescentou ainda que caso “tudo não estiver nos conformes”, que se dá um prazo de seis meses para que se possa cumprir os requisitos, e só depois conceder o alvará definitivo de funcionamento.

Na ocasião Mavilinda Cabral lembrou que o Plano Nacional de Cuidados é a nível nacional, por isso que alem de Santiago Norte (Santa Catarina e São Salvador do Mundo) que acções de formação já decorreram na Praia, Sal e Boa Vista, e que Santo Antão é a próxima ilha a ser contemplada com este projecto.

No acto de abertura oficial da formação de cuidador/a de infância que teve lugar no Salão Nobre da Câmara Municipal de Santa Catarina contou ainda com presença das 20 formandas, delegados do Ministério da Educação local e do Instituto da Criança e Adolescente (ICCA) para Santiago Norte, respectivamente, Pedro Monteiro e Lino Carvalho.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.