A informação foi avançada hoje à Inforpress, pela vereadora do Desenvolvimento Social da Câmara Municipal do Tarrafal, Eva Lopes, explicando que o projeto surgiu após terem notado que as famílias precisam de orientações e capacitações para que possam exercer as suas funções enquanto “instituição base”.

“Queremos mudar o rumo do desenvolvimento. E sendo a família a instituição base e o alicerce, urge capacitá-la, em diversas facetas da vida, para fazer face aos desafios da atualidade para podermos ter as nossas crianças, adolescentes e jovens cada vez mais munidos de ferramentas pessoais para os desafios que a sociedade atravessa”, lançou.

É nesse contexto que, segundo ela, nasceu o projeto “Escola de Família”, com a qual pretendem capacitar as famílias em competências parentais para melhor orientarem as crianças, adolescentes e jovens e responder, de forma estruturada às necessidades das famílias, bem como garantir uma educação de qualidade, desde a tenra idade, tendo por base uma parceria forte entre a escola e a família.

Conforme Eva Lopes , prevê-se ainda, com a implementação deste projeto, reduzir os casos de reincidência das diversas formas de violência contra crianças dentro da própria família, famílias capacitadas para prestar cuidados parentais de qualidade às crianças, mães e pais preparados para cuidarem dos filhos.

Família com um papel ativo na formação social dos filhos, minimizar a crescente tendência de desresponsabilização da família em matéria de educação e minimização de problemas sociais, abandono escolar, insucesso escolar e gravidez precoce, são outros resultados que se espera alcançar com o projeto “Escola da Família”.

Nesta primeira fase (experiência piloto), adiantou a responsável que “Escola de Família” vai estar inserida em dois agrupamentos escolares, sendo um no centro da cidade e outro em Chão Bom, onde vão trabalhar com 25 famílias em cada escola.

Nos dois agrupamentos serão criados espaços com salas próprias e equipadas para formações de famílias.

No âmbito da implementação do referido projeto, serão ainda realizadas ações de capacitação/apoio das famílias através de sessões de capacitação em cuidados parentais e empoderamento económico, visando independência e autonomia das famílias, encaminhamento de famílias em situação de vulnerabilidade e apoio no desenvolvimento de projetos de vida.

Tendo em conta que este projeto ultrapassa as alçadas daquele município do interior de Santiago Norte, a responsável informou que vão contar com apoios do Ministério da Família e Inclusão Social, Aldeias SOS, entre outras entidades para a implementação deste projeto, que, assegurou, é para continuar nos próximos tempos.

A iniciativa, que consta no Plano de Atividades para o Ano Económico 2018 e que tem como público-alvo as famílias de diferentes tipologias, mães, pais jovens com dificuldades em assumirem responsabilidades parentais, vai nesta primeira fase contemplar 50 famílias.