Segundo a namorada, um jovem estava a dirigir um veículo com chapa de matrícula verde, para a qual tem autorização, contudo foi mandado parar pela polícia, não obedeceu e seguiu em frente e, na sequência, a polícia o perseguiu.

Uma fonte da Inforpress explicou que estava a tomar o pequeno-almoço com a sua família e, de repente, ouviram barulhos de roda de carro da polícia a perseguir o jovem.

Uma actuação que contestou já que, segundo ele, não existe “nenhuma lei” que permite a polícia perseguir um indivíduo com viaturas em alta velocidade dentro de um beco onde se pode encontrar crianças a brincar.

No seu entender, já que todo o mundo conhece aquele indivíduo e sabe onde ele trabalha, a polícia poderia anotar a matrícula da viatura e posteriormente notificar o jovem para responder em tribunal, em vez de o persegui na via pública “como se fosse um criminoso”.

A nossa fonte relatou que não ouviu, mas que há relatos de que a polícia atirou para a roda da viatura do jovem.

“Sabemos que ele desobedeceu as ordens de uma autoridade, mas não era necessário fazer todo aquele cenário”, defendeu, acrescentando que uma idosa entrou em pânico e começou a chorar.

A nossa fonte adiantou ainda que o jovem foi agredido dentro da esquadra e perdeu muito sangue, tendo sido transferido de imediato para o Hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia, onde foi submetido a uma cirurgia no braço.

O mesmo garantiu que falou com o advogado da vítima e este relatou que o jovem teve ferimentos no ombro e nalgumas partes do corpo.

Por sua vez, a namorada acrescentou que algumas pessoas narraram que dentro da esquadra um policial deu-lhe “pontapés na cabeça ao ponto de desmaiar”.

A mesma revelou que encontrou a vítima “com o rosto pisado, curativos na testa e sangue no nariz”.

“Isso não vai ficar assim”, assegurou, acrescentando que vão pedir justiça.

Vários santa-cruzenses usaram as redes sociais para manifestar desagrado.

Tentamos contactar o comande da policia em Santa Cruz para os possíveis esclarecimentos, mas até ao momento da edição desta noticia não foi possível.

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