Em entrevista exclusiva à Inforpress, a propósito das políticas do município para os sectores do ambiente e saneamento, o presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina, José Alves Fernandes, garantiu que aquela estrumeira deixou de receber resíduos sólidos desde quarta-feira, 09, que passam a ser enviados para o aterro sanitário de Santiago, localizado em São Domingos.

Conforme o executivo camarário, com tal medida dá-se o início ao processo de encerramento da lixeira, tendente à sua selagem definitiva que deverá ocorrer nos primeiros meses de 2020.

“Vamos fazer um teste. A título experimental, vamos fazer umas voltas e vamos analisar o custo e o que isso representa em termos de encargos financeiros e isso nos permite a preparação de toda a logística e montagem financeira para a transferência dos resíduos sólidos para o aterro sanitário de Santiago, mas também para a selagem da lixeira municipal de Santa Catarina que a população de Ribeira da Barca tem reclamado há alguns anos”, vaticinou.

Beto Alves, como é também conhecido o edil santa-catarinense, adiantou que todo o trabalhado da selagem da lixeira municipal contempla toda a reposição paisagística daquela zona, com destaque para plantação de árvores e melhoramento do acesso até ao cemitério local.

“Estamos hoje de longe melhor que em 2016, portanto, hoje no domínio do ambiente e saneamento houve investimentos”, declarou, anunciando o “reforço do investimento” que passa pela aquisição de mais um lote de equipamentos e viaturas para ambiente e saneamento, cujo concurso para a sua aquisição vai ser lançado “brevemente”.

É que, segundo ele, essa aquisição vai reforçar de novo o nível de prestação de serviços no domínio do saneamento, acrescentando que esses equipamentos vão permitir o reforço tanto da recolha, do tratamento e transporte dos resíduos sólidos, tendo em conta que já iniciaram o transporte para o aterro sanitário de Santiago em São Domingos.

Sobre os sectores do ambiente e saneamento, o autarca destacou projectos de requalificação ambiental que, no seu entender, têm permitido que a cidade esteja “mais embelezada, mais inclusiva e com mais espaços verdes com mais equipamentos de lazer”.

“É isso que temos vindo a priorizar e está à vista desarmada e tem aumentado a autoestima dos nossos munícipes, porque essa inclusão, especialmente do verde e dos investimentos nos equipamentos de lazer e de saneamento”, congratulou-se.

Neste momento, enalteceu o facto de o município ter conseguido alargar a sua área de intervenção, sobretudo no domínio da recolha em vários pontos do concelho, feita por quatro viaturas.

José Alves Fernandes lembrou ainda que a edilidade tem ainda em curso projecto de sensibilização e educação ambiental que, conforme defendeu, mais do que investimento é a mudança de atitude e comportamento dos munícipes.

Nesse sentido, o executivo camarário garantiu que vai continuar com o projecto de sensibilização, para que todos possam ter a responsabilidade para com o ambiente, visando uma cidade inclusiva, ambientalmente saudável, aprazível e que traduza em benefícios especialmente na saúde dos munícipes.

A lixeira, situada naquela localidade, é para a população “um autêntico atentado à saúde pública” e estima-se que muitas doenças como gripe, problemas respiratórios, entre outras, são resultantes da lixeira devido à queima do lixo que faz fumo e “invade” a comunidade.

No ano passado a população concentrou-se na entrada onde se situa a lixeira municipal, em Achada Santa Catarina, pedindo a selagem “urgente e definitiva” do espaço, tendo questionado o facto de a lixeira não ter sido ainda selada, uma vez que o Aterro Sanitário intermunicipal de Santiago já foi inaugurado.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.