A missão composta por cinco investigadoras e neuropsicológicas, que vinha decorrendo desde o dia 04 e que culminou hoje, enquadra-se no âmbito do projeto de investigação “ESCUDO – Envelhecimento e declínio cognitivo: Incidência, perfis, fatores de risco e de proteção”, que se encontra em curso em Portugal.

À Inforpress, uma das responsáveis do projeto, a professora universitária Marina Cabral Pinto, fez um balanço “positivo” da missão, tendo em conta que, segundo garantiu, os objetivos foram alçados, mormente a recolha das amostras e dos dados.

A responsável informou, quase 100 pessoas foram atendidas, mas que tendo em conta que muitos idosos sabiam apenas assinar os respetivos nomes, ou seja, que não sabiam ler e escrever, muitos ficaram apenas na consulta e que não lhes foram aplicados testes neuropsicológicos e outros procedimentos.

Entretanto, fez saber que durante estes três dias recolheram amostras de 70 idosos, como sangue, cabelos, urina e unhas e ainda amostras do solo e dos vegetais que os mesmos consomem, que estão guardados num laboratório em Cabo Verde e que depois serão transportadas para Portugal para serem analisadas quimicamente.

Além de consultas e recolhas de amostras, Marina Pinto informou que os pacientes atendidos, aqueles que sabiam ler e escrever, responderam também perguntas sobre avaliação neuropsicológica, que, segundo ela, vai lhes permiti antever se as pessoas têm algum declínio cognitivo ou se estão com alguma predisposição para desenvolverem a Doença de Alzheimer e outras demências.

Relativamente às amostras, a mesma fonte disse que quando as mesmas estiveram todas analisadas em Portugal, os resultados serão enviados apenas para os idosos que manifestaram a intenção de as receber, mas respeitando todos os princípios e regras aplicáveis às comissões de ética e de proteção de dados, de ambos os países.

À semelhança de Santa Catarina, as neuropsicológicas portuguesas vão, igualmente, recolher amostras no Tararfal de Santiago, esta sexta-feira, na ilha do maio entre 16 e 21, e Cidade da Praia de 21 a 23, para que possam alcançar 100 ou mais amostras, estando previsto o regresso a Portugal no dia 24 de dezembro.

Na ocasião, Marina Pinto indicou que a equipa deve regressar novamente para Assomada (Santa Catarina) e ainda à ilha do Fogo entre janeiro ou fevereiro de 2019.