A transfusão de sangue de cordão umbilical, mesmo sem parentesco, pode ajudar a salvar bebés que nascem com alguns problemas metabólicos, revelam pesquisadores norte-americanos. De acordo com a agência Reuters, o transplante de medula é normalmente a única solução para estas crianças, que podem morrer devido à falha de um órgão ou de morte súbita.

Os transplantes de medula óssea são difíceis de obter, mas já o sangue de cordão umbilical pode ser doado a cada nascimento. Este contém células imaturas, ou estaminais, que conseguem restaurar células danificadas em pacientes. Por exemplo, as células estaminais têm a capacidade de restaurar o sistema imunitário de pacientes que sofrem de cancro, recorda a agência.

O cientista Vinod Prasad e os seus colegas da Universidade de Duke estudaram 159 crianças com problemas metabólicos, que receberam transfusões de sangue de cordão umbilical, de doadores sem parentesco, entre 1995 e 2007.

«Nós verificámos que há vantagem na transfusão de sangue do cordão. Não só está mais rapidamente disponível do que a medula óssea, como também verificámos uma diminuição do risco de complicações».

 Prasad disse ainda que, apesar de as doenças metabólicas serem raras individualmente (doença de Krabbe ou de Hurler), no seu conjunto podem afectar um em cada dez mil nascimentos.

Sónia Santos Dias

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