Trata-se de um projecto pioneiro no Sal, com o apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos, em colaboração com a equipa das Áreas Protegidas do Sal.

Albert Taxonera, um dos representantes do Projecto Biodiversidade, explicou, em declarações à Inforpress, que o sucesso deste programa, que deverá ser desenvolvido durante três anos, depende, também, do envolvimento de todas as partes interessadas na protecção dos ecossistemas e recursos da região, através dos diferentes estágios de desenvolvimento do projecto.

“A área protegida já tem uma regulamentação, e um plano de gestão aprovado. Então, pretende-se com esse projecto, a aplicação do plano de gestão, mas de uma forma participativa”, conta, explicando que isso deverá acontecer, com a aproximação e colaboração do sector turístico, das autoridades públicas, entre outros sujeitos.

Albert Taxonera aponta que um dos grandes objectivos do projecto é a introdução de sinaléticas, já que o plano de gestão contempla a sinalética, porém não foi efectivada.

“Assim, um dos objectivos do nosso projecto é aplicar a sinalética nas áreas protegidas, e, juntamente com o sector privado, ver quais os percursos agora utilizados de modo a serem introduzidos no plano. Uma vez feito isso, sinalizar todos os percursos”, explicou.

A mesma fonte aviva que a Costa de Fragata é a única região da ilha reconhecida internacionalmente como uma área chave de biodiversidade.

“Portanto, precisa de conservação. E o nosso projecto estabelece uma gestão cooperativa da área marinha protegida. Resta agora aplicar o plano de gestão”, reiterou.

Acredita-se que ao unir os diversos setores em torno de uma causa comum, poder-se-á garantir que a vida selvagem e o habitat na reserva possam prosperar a longo prazo.

Considerado um lar de uma grande variedade de flora e fauna, e o local primário de desova da população ameaçada de tartaruga-cabeçuda da ilha, a Reserva Natural da Costa de Fragata estende-se numa área de cerca de cinco quilómetros.

O fundo do mar, rico em corais e peixes, representa uma área de alimentação “fundamental” para as tartarugas marinhas verde e de pente, além de ser um local “importante” de reprodução do tubarão-limão, do tubarão-enfermeiro e do ameaçado tubarão-martelo.

Assim, uma nota de imprensa enviada à Inforpress completa que o projecto pretende determinar a biodiversidade da área para melhor entender o escopo da diversidade de espécies da área.

Segundo a mesma nota, ao longo dos dez últimos anos, um desenvolvimento não regulamentado da Costa, dentro dos limites da área protegida, “deixou o ecossistema sob ameaça”.

“Inúmeras empresas de turismo, turistas e outras partes interessadas ocupam o espaço nessa área em diversas ocasiões, mas ainda muitos precisam assumir um papel activo nos esforços para proteger os recursos dentro desses limites”, sublinha o documento.

O Projeto Biodiversidade, junto das Áreas Protegidas do Sal, já arrancou com a implementação da primeira fase do projeto, e a segunda que terá como foco aumentar a conscientização sobre os novos parâmetros da área, está prevista para o início de 2020.

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