Depois do incidente que provocou a morte de Marcolino Silva, de 70 anos, no passado domingo, a manifestação Sal 1720 homenageou a vítima do crime que considera “bárbaro”, e espera ao mesmo tempo ter dado “passo” rumo à “unidade” entre os moradores da ilha, que considera ser “fundamental” para o ultrapassar a insegurança que a ilha atravessa.

Partindo às 19:00 da Praça 19 de Setembro, o grupo em marcha caracterizou-se pela vestimenta branca, carregando uma vela simbolizando a solidariedade a respeito da perda fatal de Marcolino Silva, vítima mortal de um assalto no passado sábado.

“Sentimos que falta um posicionamento de quem de direito a respeito da insegurança na Ilha do Sal. Esta ação é principalmente um ato de homenagem, mas não esconde a tristeza e o nosso descontentamento perante o descaso dos órgãos do sistema de segurança e Judicial”, reiterou a porta-voz do “Movimento Sal 1720”, Jassy Sousa.

O cidadão em questão foi agredido com uma pedra na nuca, durante uma tentativa de assalto na zona de Ribeira Funda, ilha do Sal.

Segundo o diretor do Hospital Ramiro Figueira, Hélder Almada, a vítima deu entrada no hospital por volta das 02:30 da madrugada de domingo, com traumatismo craniano grave, acabando por não aguentar, falecendo às 22:30 horas de domingo.

A propósito dos agressores, a Policia Judiciaria garante ter já uma linha de investigação apurada, onde constam dois indivíduos, porém mais informações não foram prestadas, segundo a mesma fonte, para não influenciar o bom rumo das investigações.