Artur Correia, que terminou no último fim-de-semana uma visita de trabalho ao Sal, explicou em entrevista à Inforpress que na hierarquização do serviço nacional de saúde tem-se mais uma estrutura oficialmente constituída para responder aos cuidados secundários e apoiar os centros de saúde na sua dependência, isto é, prestando apoio às unidades de saúde de Boa Vista e São Nicolau.

Quanto às condições visando à prestação de uma melhor qualidade de serviço de saúde, já que “não basta só ganhar esse estatuto”, o responsável assegurou que a unidade de saúde vem sendo reforçada com recursos humanos em várias especialidades, nomeadamente ginecologia/obstetrícia, medicina interna, cirurgia e oftalmologia.

Explicou que um hospital regional “não poderá ter todas as valências, todas as especialidades”, como um hospital central, todavia vai-se criando condições para a melhoria, “cada vez mais”, da qualidade sanitária na ilha turística.

“É um hospital que tem que ter, e já tem, as especialidades básicas a que já me referi, mas o hospital pode receber especialistas de forma programada dos dois hospitais centrais, quer da Praia quer o Baptista de Sousa, em São Vicente”, esclareceu.

“Pode fazer telemedicina pertence à rede nacional de telemedicina, podendo receber teleconsultas de todas as especialidades existentes nos dois hospitais centrais. Queremos que o Sal, para além da deslocação de especialistas, use e abuse da telemedicina, também, para poder permitir o acesso dos salenses a cuidados especializados quer de forma presencial quer à distância, através da telemedicina”, frisou.

Porém, considerando que os ganhos “são muitos”, Artur Correia admitiu que a falta de recursos humanos, sobretudo a nível administrativo, ajudantes dos serviços gerais e manutenção, entre outras, são as “principais fraquezas” do hospital do Sal.

“O hospital necessita de um reforço, nesse sentido, para poder desempenhar cabalmente o seu papel como hospital regional, e é algo que vamos ver como equacionar para que desempenhe, com qualidade, as suas funções”, concluiu.

O decreto-lei que cria o Hospital Ramiro Alves Figueira, enquanto Hospital Regional, foi publicado no dia 25 de Setembro.

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