Conta-nos como surge em ti essa necessidade de empreender pela via de ajudar os outros?

Desde a adolescência estive muito ligada ao voluntariado e ao associativismo. Sempre tive o sonho de ser assistente social para trabalhar e ajudar causas sociais, mas mesmo tendo tido boas notas na universidade, tive de abandonar os estudos, por razões financeiras. Mas ficou o “bichinho” que me levava sempre a procurar alguma forma de contribuir para uma sociedade mais justa e equilibrada. Depois de um bom tempo inativa, por causa da maternidade, e de ter recebido uma formação em cuidados de infância, resolvi sair da minha zona de conforto, ajudando outras pessoas, mais precisamente crianças.

Porquê a leitura?

Há um professor, o Júlio César Michelato, que diz que há uma diferença enorme na produção dos alunos que leem em relação aos que não costumam pegar em livros. Em razão disso, tenho tentado fazer algo nesse âmbito, levando o projeto Caravana Infantil de Leitura para os bairros da cidade mais necessitados destas iniciativas. Junto os livros e vou ao encontro das nossas crianças. Quero que saibam que todas podem ter acesso a um livro amigo.

Qual é a maior satisfação em seres uma empreendedora social?

É ver o sorriso puro e genuíno das nossas crianças. Quando me chamam de “tia” já me dou por satisfeita, porque faço por uma causa maior, pelo amor às crianças. A minha maior satisfação é saber que também elas têm direito ao conhecimento e oportunidades de transformar suas vidas.

Que constrangimentos e que desafios enfrentas na execução do projeto?

Não tem sido muito fácil. São vários os desafios, tenho ainda vários sonhos a realizar. Tenho apelado à solidariedade das pessoas, para doações de livros, e com a ajuda dos amigos, procuro materializar o projeto. Mas há outros desafios diários, como conseguir chegar às famílias, principalmente as com crianças com poucas oportunidades de leitura.

Estamos em março, mês da Mulher. Se tivesses que deixar uma mensagem as mulheres, o que dirias?

Que sejamos mais solidárias umas com as outras e que haja mais união entre nós. Há uma frase que costumo sempre dizer e que espelha essa filosofia: quando uma mulher subir, que ajude uma outra a subir também.

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