Cerca de mil pessoas de todo o mundo vão ter o seu genoma mapeado, naquele que é o maior esforço até agora realizado para compreender como os genes influenciam a vida. O projecto vai produzir um mapa detalhado de variações genéticas que irá ajudar no estudo das doenças que assolam o ser humano.

O projecto conta com o apoio de diversas organizações, entre as quais os Institutos de Saúde norte-americanos, o Wellcome Trust Sanger Institute da Inglaterra e o Instituto de Genoma de Pequim. No final, as conclusões deste projecto multidisciplinar estarão disponíveis gratuitamente para a comunidade científica.

«Este projecto vai examinar o genoma humano a um nível que ninguém fez até agora e que seria impensável fazer há apenas dois anos atrás. Hoje, graças ao caminho percorrido na tecnologia de sequênciação, bioinformática e genoma populacional, está ao nosso alcance. Por isso, estamos a caminhar para construirmos uma ferramenta que vai espandir de forma grandisosa e acelerar os esforços para encontrar os factores genéticos que estão associados à saúde e doenças das pessoas», explica Richard Durbin, co-presidente do consórcio.

Todos os humanos partilham mais de 99 por cento do código genético. Pelo que é importante compreender as pequenas fracções do material genético que variam nas pessoas, pois tal poderá explicar as diferenças individuais e susceptibilidades às doenças. Com este projecto, vão abrir-se novas portas para estudar as doenças genéticas.

O projecto terá um custo de 30 a 50 milhões de dólares (20 a 34 milhões de euros). Para saber mais sobre o projecto, consulte o site http://www.1000genomes.org.

Sónia Santos Dias

23 de Janeiro de 2008

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