O responsável nacional da CVCV, Arlindo Soares de Carvalho, inicia a sua visita pela ilha Brava onde, de entre outros pontos vai conferir posse aos novos membros eleitos do conselho local, seguindo depois para a ilha do Fogo onde tem agendado as cerimónias de tomada de posse dos conselhos locais de São Filipe e de Santa Catarina do Fogo.

O ainda presidente do conselho local da CVCV em São Filipe, Mário Barbosa, disse a Inforpress que, em São Filipe, além de empossar os novos responsáveis locais, Arlindo Soares de Carvalho vai proceder à entrega de uma viatura hiace, que já encontra na ilha, à estrutura local da Cruz Vermelha.

Este disse que está igualmente prevista a entrega da segunda tranche do financiamento às famílias de Chã das Caldeiras, depois do conselho local ter agilizado o processo junto das 40 famílias contempladas com financiamento para implementar atividades geradoras de rendimento, nomeadamente a abertura de contas individuais junto de uma instituição bancária.

A disponibilização da primeira tranche, no valor de 150 contos a cada uma das famílias, seis mil contos no global, ocorreu no inicio de janeiro de 2017 e permitiu às famílias contempladas iniciarem alguma atividade.

O montante a ser disponibilizado na segunda tranche é o mesmo da primeira, no valor de 150 mil escudos, e a CVCV tem programado um encontro com as famílias beneficiárias para os incentivar para uma aplicação correta do financiamento.

A cada família beneficiária será atribuída um cartão Vinti4 para as operações e movimentação do valor, em vez de utilização de cheques, segundo Mário Barbosa.

O financiamento foi angariado pela CVCV, no âmbito da campanha realizada para apoiar os afetados da erupção vulcânica de 2014/2015, a nível nacional e internacional, tendo arrecadou cerca de 30 mil contos, dos quais seis mil contos já foram disponibilizados e mais seis mil serão entregues ainda no decurso de agosto ou início de setembro, além de financiamento de outros investimentos.

O conselho local de São Filipe, enquanto ponto focal, realizou uma missão no terreno para se inteirar se as famílias empregaram o dinheiro na criação de atividades geradoras de rendimento para que possam beneficiar da segunda tranche, e constatou que apenas duas famílias empregaram o dinheiro na construção de quartos, alegando ser também atividade geradora de rendimento.

A selecção das famílias beneficiadas foi efectuada com base no trabalho de triagem por uma equipa intersetorial envolvendo vários parceiros da CVCV e que, em novembro de 2014, identificou um total de 66 famílias vulneráveis a viver em Chã das Caldeiras, das quais 40 se encontravam desprovidas dos meios mais básicos de subsistência.

Por isso esta instituição entendeu dar um tratamento diferenciado, “pela positiva”.

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