Foi nas palavras de Teresa Mascarenhas “um momento marcante” que proporcionou momento de lazer para as pessoas com mobilidade reduzida, nomeadamente crianças e adultos com deficiência e pessoas idosas.

O primeiro banho inclusivo foi realizado com recurso a equipamentos adequados e assistência não só dos nadadores-salvadores como também de voluntários da associação portuguesa “Ser+ Dar+ Terapeutas Sem Fronteiras”, que se encontra em missão na ilha de Santiago.

“É um projeto abrangente que abarca todas as deficiências e todas as pessoas que não têm deficiência, mas que estão com mobilidade reduzida, nomeadamente da terceira idade. Nós, neste momento, queremos somente alertar para esta importância de continuar a trabalhar com as instituições para juntos continuarmos esse projeto”, disse.

A ambição é tornar a Prainha, numa praia sem barreiras e 100% acessível, isto é, continuar o trabalho realizado para que as pessoas que muitas vezes são marginalizadas na sociedade possam também ser inseridas.

“Aqui na Prainha, há o exemplo de uma empresa que tem estado a trabalhar nesta área e de ontem para hoje fez algumas adaptações para que, na verdade, possamos ter uma praia acessível para todos. É necessário ter casa de banho também adequado para pessoas com deficiência, ter espaço de repouso e descanso para pessoas que têm limitações”, disse.

Antes do primeiro banho inclusivo, o projeto realizou um seminário para preparar os nadadores-salvadores no sentido de melhor ajudarem as pessoas a banharem-se no mar.

Para Filinto Rodrigues, um dos primeiros a entrar no mar, trata-se de uma “excelente iniciativa” e que acaba por proporcionar momento de lazer às pessoas que sentem dificuldades em locomover.

“Eu sempre treinei na Quebra Canela e sempre tive muitas dificuldades, mas agora estou me sentindo mais seguro”, disse.

O projeto é para continuar e vai ser levado para todos os municípios, disse Teresa Mascarenhas, que apela à adesão da edilidade no sentido de criarem praias 100% acessíveis e inclusivas.

“Eu acho que é fácil conseguir quando as pessoas querem. Assim como os municípios conseguem mobilizar dinheiro para os festivais, eu acho que também conseguem mobilizar dinheiro para tornar as nossas praias mais acessíveis para todos e, principalmente, para as pessoas que ficam marginalizadas da nossa sociedade”, salientou.

O projeto “Praia Acessível”, em que a inclusão depende de todos os cidadãos em Cabo Verde, inclui a implementação de rampas de acesso às praias de mar para apoiar as pessoas que vivem com necessidades especiais, visando a sua inclusão nas cidades e a observância do direito ao lazer.