A portuguesa Suzette Fernandes, presidente da Associação Hirond’Ailes, em França, juntou costureiras portuguesas para confeccionar máscaras de tecido e ajudar os que lutam contra o coronavírus.

Suzette Fernandes coordena as actividades e envia o material, enquanto as costureiras fabricam as máscaras de tecido, com três camadas: um pano polar no meio, e outro tecido à frente e atrás. São apenas “máscaras artesanais” mas “é melhor do que nada” face à penúria de material que se regista em França, disse Suzette Fernandes à RFI.

A presidente da Associação Hirond’Ailes, que também é representante dos utentes no hospital Henri Mondor - Albert Chenevier, em Créteil, nos arredores de Paris, contou que já realizaram e enviaram cerca de 200 máscaras para trabalhadores do sector da saúde, para pessoas com saúde mais frágil – e consideradas de risco – e para educadoras de infância. Porém, há uma “lista de espera” de 150 máscaras até agora e começa a faltar material de costura porque os correios estão também a reflectir efeitos da quarentena em França. Neste momento, as costureiras estão a confeccionar máscaras para empregados de um supermercado na região da Normandia.

É melhor do que nada. Nunca pensei que pudéssemos viver uma situação destas“, conta a dirigente associativa.

Suzette Fernandes também tem dúvidas sobre o anúncio do Presidente francês, Emmanuel Macron, na quarta-feira à noite, relativo a um plano de investimento significativo para o meio hospitalar… Um sector que estava em greve há mais de um ano para denunciar a falta de condições materiais, humanas e logísticas, antes da chegada do Covid-19 a França.

Oiça aqui a entrevista.


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