As famílias que vivem nos arreadores dessa fábrica, instalada pelo Estado em 1998, em Branquinho, na cidade do Porto Novo, já alertaram, por “inúmeras vezes”, às autoridades para o facto de o fumo emitido por essa unidade estar a afectar “bastante” a saúde das pessoas.

É o caso de João Lopes, de 70 anos de idade, já com problemas de saúde, que disse pretender deixar a sua casa para ir morar em outro sítio, por considerar que o fumo expelido pela fábrica de queijo tem afectado a sua saúde, já por si só “frágil”.

Os moradores já intentaram uma acção judicial contra essa fábrica, que foi privatizada em 2016, mas, também, através de abaixo-assinados e aproveitando as sessões da Assembleia Municipal do Porto Novo, têm mostrado a sua inquietação em relação à essa unidade, exigindo que se ponha cobro à situação.

Saliente-se que, além do queijo, essa unidade, pertencente a um grupo de privados, produz ainda charcutarias e carne defumada.

A direcção da fábrica de queijo, que já tentou, sem sucesso, “uma alternativa” para se fazer a fumagem da carne em outro sítio, garantiu que continua à procura de uma solução ao problema.

A edilidade portonovense, segundo a qual “não há qualquer intenção” dessa unidade de “prejudicar a saúde das pessoas”, reconhece que, “efectivamente”, o fumo produzido pela fábrica tem afectado os moradores, assegurando que continua a diligenciar no sentido de resolver a situação.

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