Os agricultores em Faial e Dominguinhas, duas zonas agrícolas encravadas no interior do vale de Alto Mira, têm enfrentado sérias dificuldades para escoar os produtos, razão pela qual têm vindo, insistentemente, a reclamar uma estrada de acesso.

De visita, esta sexta-feira, a Alto Mira, o coordenador da Comissão Politica Regional do MpD no Porto Novo, Damião Medina, acompanho de alguns dirigentes locais, lembra que o desencravamento dessas localidades é “uma reivindicação antiga” e reconhece a necessidade de o Governo avançar com a estrada de acesso.

“Isto para poder ligar todos os povoados de Alto Mira, promovendo maior desenvolvimento da agricultura, do turismo e o intercâmbio social e cultural”, explicou Damião Medina, que é também deputado nacional, que garante, entretanto, que está a trabalhar para atender à revindicação dessas comunidades.

A construção da estrada de acesso a Dominguinhas e Faial é “crucial” para o futuro da agricultura na bacia hidrográfica de Alto Mira, onde muitos agricultores dizem “produzir para nada”, devido ao isolamento.

Os produtos, como a cenoura, repolho, batatas, tomates, são transportados através dos animais (burros e mulas) e quando chegam ao mercado já não têm qualidade”, lamentam os agricultores.

Grande parte da produção agrícola nessas duas zonas fica perdida, precisamente, porque não há como fazer o escoamento dos produtos, segundo António Duarte e Elsa Dias, dois dos vários agricultores afectados pelo isolamento.

A Associação dos Agricultores em Alto Mira considera, igualmente, que o problema do isolamento está a condicionar o desenvolvimento desse vale, um dos mais produtivos da ilha de Santo Antão, com “enormes potencialidades” não só a nível da agricultura como ainda do turismo.

O edil do Porto Novo reconhece, também, que o desencravamento de Dominguinhas e faial é “um desígnio” do município do Porto Novo, pelo que o Governo deve “olhar, também, para esta localidade”.

O delegado municipal em Alto Mira, Armindo Cosmo, alertou que Dominguinhas perdeu, nos últimos anos, cerca de 70 por cento (%) dos jovens devido ao isolamento.

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