“Porto Novo tem um grande défice de habitação. 70% das habitações neste município têm má qualidade. Ou não têm casa de banho ou têm problemas de estrutura”, indicou o edil, Aníbal Fonseca, alertando para a “situação social bastante preocupante” em que se encontram milhares de famílias, cujas casas ameaçam ruir a qualquer momento.

Aníbal Fonseca, que falava, terça-feira, na entrega de duas habitações reabilitadas em Alto Mira, interior do município, informou que, com recursos próprios, a Câmara Municipal do Porto Novo tem estado a apoiar centenas de famílias na recuperação das suas habitações, mas a situação continua “difícil”.

Em 2017, a edilidade reabilitou cerca de 260 habitações, prevendo-se para este ano a recuperação de, pelo menos, 230 habitações, 80 das quais estão já restauradas.

A problemática de habitação social constitui, para as autoridades locais, “um grande drama” para o município do Porto Novo, onde, estima-se que cerca de 3.500 habitações apresentam “problemas graves” de estrutura e de infiltração.

O presidente da câmara disse que a sua autarquia, através do PRAA (programa de reabilitação, requalificação e acessibilidades), tem contado com a parceria do Governo na melhoria das habitações neste concelho.

No ano transacto, foram reabilitadas cerca de três dezenas de casas no âmbito do PRAA, mas, para este, ainda não houve qualquer investimento nesse sentido, facto que Aníbal Fonseca lamenta.

“Estamos em Maio e ainda não há suporte para o arranque com as intervenções”, lamentou o autarca, esperando que o Governo possa avançar “muito brevemente” com este programa que, em 2018, prevê uma verba de dez mil contos para a melhoria de habitações.

Ao todo, Porto Novo deve ser contemplado, no decurso deste ano, com investimentos de 23 mil contos na melhoria de 230 habitações, através do PRAA e do programa municipal “Isdob Compô bô Casa” (Ajudar a reabilitar a sua casa).