Apesar da câmara municipal assegurar água auto-transportada para consumo doméstico, esse planalto tem enfrentado a penúria do líquido precioso, que, segundo os moradores, só ficará resolvida com o projecto "Nô crê água", a ser implementado dentro de oito meses.

Octávio Delgado, residente, declarou que, mesmo com a intervenção da edilidade, as populações do Planalto Norte têm enfrentado "crise de água", augurando votos de que essa situação se resolva até princípios de 2021, com a concretização do projecto "Nô crê água".

Em relação ao desemprego, Marciano Guilherme informou que todas as famílias desse planalto estão, nesta altura, no desemprego, uma situação que dura, há já quase quatro meses.

A seu ver, a autarquia porto-novense deve reabrir as frentes para acudir as pessoas em maiores dificuldades, tendo em conta a seca que se faz sentir "com muito rigor" nessa localidade.

Quanto à estrada, Fidel Neves alertou para a necessidade de se proceder a intervenções, sobretudo, na via Campo Redondo/Chã de Feijoal, que está em "mau estado", adiantou.

A autarquia porto-novense confirmou que já está na fase de implementação o projecto "nó crê água" para o Planalto Norte, estimado em 70 mil contos, co-financiado pelo Fundo Internacional e Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e do Fundo Espanhol, através do programa de promoção das actividades socio-económicas rurais (Poser), a cargo do MAA.

O projecto consiste na bombagem e distribuição de água ao Planalto Norte, a partir de uma nascente em Ribeira de Escravoerinhos, nas proximidades de Martiene.

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