Procura crescente

A peixeira Betty Pimeri vende percas do Nilo no mercado de Ambercourt, a poucos quilómetros das margens do Lago Vitória. Um peixe destes pode pesar até 200 quilos, mas percas assim são raras no Lago Vitória nos dias de hoje. As práticas de pesca ilegal e o aumento da procura de peixes por uma população crescente em torno da região dos Grandes Lagos em África contribuíram para o declínio. - DW/Wambi Michael

Da piscicultura à mesa

Os pescadores procuraram inspiração na China. Na SON Fish Farm, em Bugungu, um membro do Grupo Lake Harvest, com sede no Zimbabué, os peixes são cultivados para atender à procura do consumidor. São primeiramente criados em tanques piscícolas como estes, depois levados para tanques maiores e, eventualmente, para gaiolas de metal flutuantes, onde são alimentados até atingirem um bom tamanho. - DW/Wambi Michael

Risco ambiental

As primeiras gaiolas foram testadas entre 2004 e 2006. Desde então, milhares já foram instaladas ao longo das margens do Lago Victoria, no Quénia e no Uganda. Mas os ambientalistas alertaram que uma grande concentração de gaiolas poderia contribuir para a poluição da água, através de alimentos quimicamente tratados e fezes de peixes. Cientistas tentam desenvolver melhores padrões de gestão. - DW/Wambi Michael

Oferta de alimentos

É comum ver aves sobre as gaiolas de peixes da SON Fish Farm em Bugungu, na costa do Lago Vitória. Elas alimentam-se de peixes selvagens que são atraídos pelas gaiolas flutuantes, que às vezes deixam escapar um ou outro peixe. Uma gaiola pode conter até cinco mil peixes machos - estes são os preferidos porque crescem mais rapidamente. - DW/Wambi Michael

Diretamente para os mercados

Os trabalhadores da cooperativa Masese prepararam cuidadosamente o peixe para o transporte até à capital do Uganda, Kampala, a cerca de 80 quilómetros a oeste. Os peixes são capturados e embrulhados em plástico, depois armazenados em camadas de gelo, para se manterem frescos até serem entregues nos mercados. - DW/Wambi Michael

Preferência na Europa e na Ásia

No porto de Ggaba, nos arredores de Kampala, um vendedor de peixe traz percas do Nilo para vender no mercado. Ao contrário da tilápia do Nilo, que pode ser criada em gaiolas, a perca predatória do Nilo sobrevive apenas na natureza. Há um enorme mercado para este peixe na União Europeia e na Ásia. - DW/Wambi Michael

Nada vai para o lixo

Os vendedores de peixe não permitem que nada seja desperdiçado. Em Jinja, no Uganda, Safina Namukose seca cabeças e espinhas dorsais de percas do Nilo. No passado, essas partes do peixe eram deitadas fora. Hoje em dia, são salgadas, secas e enviadas para mercados nos vizinhos Sudão do Sul, Ruanda, República Centro-Africana e Congo. - DW/Wambi Michael

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