A cidade e a ilha de São Vicente, assegurou Elísio Silva hoje à imprensa, têm “todas as condições” para apresentar esta candidatura e ser uma das primeiras cidades em África a ter este reconhecimento.

No Mindelo, conforme a mesma fonte, existe uma equipa multi-sectorial e multi-disciplinar a trabalhar ligada aos idosos, que tem feito, asseverou, um “atendimento especial” nos centros de saúde, tendo em conta a esperança de vida que tem vindo a aumentar em Cabo Verde.

“Temos que criar condições para estas pessoas que vivem tanto tempo, já que temos que viver que seja com qualidade de vida”, disse este responsável, que apontou os seguimentos feitos à esta faixa etária, através de análises, consultas e medicamentos adquiridos logo nos centros de saúde e nas unidades sanitárias de base, além do atendimento a domicílio.

Este trabalho da delegacia e dos centros de saúde é complementado, ajuntou, pelos serviços da Cruz Vermelha, Câmara Municipal de São Vicente e a Associação Cabo-verdiana de Apoio à Terceira Idade (ACATI).

“Por isso propus que com todas estas condições que temos, e com algumas que podemos melhorar, São Vicente pode candidatar-se e ser das primeiras cidades de África como ‘Cidade Amiga do Idoso’, lançou Elísio Silva, adiantando ter pedido aos parceiros para se juntarem e fazer um trabalho em conjunto.

Neste momento, segundo a mesma fonte, está-se a procurar as formas de se fazer esta candidatura junto da OMS e, caso consigam, este reconhecimento, além do título, vai permitir aos profissionais da saúde saber a “melhor forma” de trabalhar com esta faixa etária.

Por agora, sublinhou, trabalha-se nas melhorias e, inclusive, pretende-se criar um dia exclusivamente para atendimento aos idosos, como já existe para adolescentes, mulheres e homens.

Elísio Silva falava à imprensa na sequência da actividade de divulgação do Protocolo de Atenção Integrada à Saúde do Idoso, realizada na manhã de hoje na sede da Delegacia de Saúde e que contou com a participação da conselheira técnica de Promoção de Saúde da OMS em Cabo Verde, Edith Pereira.

Para esta responsável, o aumento da esperança de vida oferece oportunidades, não apenas para os idosos e sua família, mas também para a sociedade como um todo.

No entanto, sintetizou, estas oportunidades “dependem de um factor, o estado da sua saúde”.

O projecto “Cidade Amiga do Idoso” foi apresentado em Junho de 2005, na sessão de abertura do 18º Congresso Mundial de Gerontologia, no Rio de Janeiro (Brasil), e atraiu, conforme a OMS, o “interesse entusiasmado dos especialistas presentes, manifestado através de importantes contribuições de inúmeros parceiros”.

Uma cidade amiga do idoso “estimula o envelhecimento activo ao optimizar oportunidades para saúde, participação e segurança, para aumentar a qualidade de vida à medida que as pessoas envelhecem”, de acordo com a mesma fonte.

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