Esta é a segunda vez, em menos de um mês, que o mar bravo cria pânico aos moradores no Tarrafal de Monte Trigo, localidade que, todos os anos, por esta altura, enfrenta a fúria do mar, havendo já situações em que se chegou a evacuar várias casas que foram inundadas.

Em novembro, além de destruir o campo de futebol, o mar agitado ainda cortou a estrada de entrada a Tarrafal de Monte Trigo, cuja população tem estado, insistentemente, a exigir do Governo e da câmara do Porto Novo “urgência” na construção dos muros de proteção dessa localidade.

As autoridades locais já manifestaram “muita preocupação” com relação à situação do Tarrafal de Monte Trigo, pedindo a parceria do Governo na procura de “uma solução” com vista à proteção das famílias.

Numa reação à inquietação dos responsáveis municipais, o Ministério da Administração Interna, através do Serviço Nacional de Proteção Civil (SNPC), já manifestou a sua “disponibilidade” para “estudar” com a edilidade “um plano de segurança” para Tarrafal de Monte Trigo que, entre os meses de novembro e março, fica exposto à “ação muito severa” do mar.

Trata-se de uma situação que, segundo os serviços de proteção civil, se coloca com “alguma gravidade” e que se prolonga, muitas vezes, por vários meses.