A criação desta equipa é da responsabilidade do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), que já criou equipas semelhantes nas ilhas do Fogo, Santo Antão e no concelho de São Domingos, numa parceria com o Ministério da Agricultura e Ambiente e as respectivas câmaras municipais.

Em entrevista à Inforpress, o comandante regional do SNPCB de Santiago Sul e Maio, Valdir Rodrigues, explicou que esta equipa será criada após uma formação, que acontece de 15 de Julho a 09 de Agosto, visando a capacitação de cerca de 30 bombeiros na ilha do Maio e de 20 pessoas que residem nas comunidades próximas do perímetro florestal de Calheta.

“Maio já tem uma corporação de bombeiros voluntários, mas a nossa ideia é criar um corpo de bombeiros uniforme a nível nacional. Essa equipa, de primeira intervenção da ilha do Maio, também vai ter novas valências, como a do salvamento em grande ângulo e salvamento aquático, tal como já tínhamos feito nas ilhas do Fogo, Santo Antão e em São Domingos”, afirmou.

A mesma fonte indicou que os formandos terão uma formação dividida em sete módulos, dos quais se destacam os de “desencarceramento”, “incêndio florestal e no centro urbano, e incêndio no seu todo”, “mapeamento de risco”, flexibilização e também sistema de comando de acidente.

“Além de uma capacitação dos bombeiros já existente na ilha, a população vai ter uma formação não para ser bombeiro, mas para ser uma força capaz de fazer a primeira intervenção e ter as técnicas de como evitar o incêndio florestal ou de extinguir um incêndio”, acrescentou Valdir Rodrigues, que espera com esta formação sensibilizar também os produtores de carvão.

A abertura da formação, que vai capacitar os bombeiros e criar a equipa de primeira intervenção para prevenção e combate a incêndios no perímetro florestal de Calheta e Terras Salgadas, estará a cargo do presidente da Câmara Municipal do Maio, Miguel Rosa.

A criação dessa equipa está enquadrada no projecto de Integração da Conservação da Biodiversidade no Sector do Turismo em sinergia com o Sistema Nacional das Áreas Protegidas de Cabo Verde (BIO-TUR), que é financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Governo de Cabo Verde.

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