Em entrevista à Inforpress, Carlos Tavares considerou o estado do SPCB e bombeiros voluntários de “estável”, realçando que o mesmo tem conseguido dar respostas a diferentes sectores e situações na ilha.

Para este responsável, o SPCB e bombeiros voluntários está melhor apetrechado para actuar, frisando, no entanto, que o maior desafio é o de manter a ilha segura, isto tendo em conta a nova fase de desenvolvimento, com a aposta no turismo que se perspectiva para o município.

Em 2017, o SPCB e bombeiros voluntários recebeu vários materiais de uma ONG inglesa e os bombeiros voluntários têm recebido várias acções de formação.

“Recebemos recentemente uma formação de criação de bombeiros florestais e extinção de incêndios florestais, foram capacitados cerca de 18 bombeiros, mais três bombeiros estiveram nos serviços dos Aeroportos e Segurança Aérea (ASA) para receberem formação na parte aeronáutica”, indicou, destacando, a importância dessas acções que irão reforçar e permitir aos mesmos estarem mais preparados” para desempenhar o seu papel.

Destacou neste sentido a acção de formação de criação de agentes florestais, promovida recentemente, acrescentando que esta iniciativa irá dotar os agentes de técnicas de como evitar o incêndio florestal ou de extinguir um incêndio florestal, numa ilha que tem “o maior perímetro florestal” do país.

Entretanto, apontou a falta de uma legislação que regula o Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros como o “maior constrangimento” da classe, revelando que essa situação não motiva os agentes municipais.

“Nosso maior constrangimento é a implementação da legislação, como sabemos ainda não temos uma legislação no país e os agentes aqui no Maio são bombeiros voluntários e isso representa um problema grave porque as vezes muitos quando são chamados recuam, portanto, penso que é preciso se uniformizar os fardamentos e identificação porque cada ilha tem o seu modelo”, asseverou.

Relativamente às situações de emergência registadas no Maio, Carlos Tavares declarou que, em termos gerais, não se verificaram situações de desastre na ilha, apontando que se registaram “pequenos incêndios florestais e caseiros sem gravidade”.

Como forma garantir maior segurança na ilha, informou, por outro lado, que foi feito um levantamento de todas as zonas consideradas de risco e de prédios que estão em situação de desabamento, isto, sustentou, para reforçar as acções de prevenção.

O Serviço de Protecção Civil e Bombeiros do Maio, segundo este responsável, é composto por 74 formandos, sendo que 42 estão no activo, revelando ainda que o mesmo conta com uma equipa de nove nadadores-salvadores, que anualmente, no período de Verão, exercem a actividade de salvamento nas praias mais frequentadas da ilha.

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