Mário Fernandes explicou a que iniciativa surgiu após terem constatado, na cidade do Porto Inglês, que muitas crianças, após as aulas ficam muito tempo por conta própria, a brincar nas ruas, enquanto os pais estiverem a trabalhar.

“Temos vindo a reparar que as crianças ficam muito tempo sozinhas porque os pais saem para trabalhar e não têm onde deixa-las, e durante este período as crianças adoptam seus próprios programas, portanto, é neste sentido que decidimos criar um centro de ocupação que irá funcionar como um ATL (Actividades de Tempos Livres)”, elucidou.

Entretanto, frisou que a coordenação local do ICCA não vê a criação do centro como uma medida que irá resolver completamente esse problema, por entender que o lugar da criança é na família, mas acredita que irá contribuir para reduzir a presença das crianças nas ruas e proporcionar-lhes momentos de lazer.

O ICCA, de acordo com o seu coordenador na ilha do Maio, pretende instalar o centro em parceria com as instituições locais, nomeadamente a Câmara Municipal e a Delegação de Educação.

Entretanto, Mário Fernandes explicou que não será um centro para acolher as crianças a tempo inteiro ou retira-las do seio familiar, mas sim para dar respostas as mesmas após o período escolar.

“Este centro terá uma política pedagógica para essas crianças, um escudo de orientação, teremos actividades recreativas, aulas de música, dança e outras acções, porque entendemos que a rua é muito ampla e, principalmente neste período em que a ilha se prepara para o desenvolvimento do turismo”, afirmou.

O centro de acolhimento irá acolher as crianças de todas as idades, e, segundo Mário Fernandes, terá uma abrangência muito mais ampla, uma vez que o ICCA no seu programa de actuação tem recebido crianças nas instalações da instituição onde as mesmas têm oportunidade de participar nas actividades lúdicas e recreativas.

O ICCA é a instituição responsável pelas politicas públicas de protecção das crianças e adolescentes criada em 1982.

Visa promover a protecção equilibrada e a igualdade social entre as classes mais vulneráveis, nomeadamente crianças e adolescentes e suas respectivas famílias, através da definição e implementação de políticas sociais públicas, visando a protecção de crianças e adolescentes, contra situações de risco pessoal e social que, de alguma forma, possam pôr em perigo o seu desenvolvimento integral.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.