Em declarações à Inforpress, Mário Fernandes disse que o ICCA tem recebido denúncias de agressão física, abuso sexual e falta de pagamento de pensão alimentícia, tendo revelado, entretanto, que nos últimos tempos tem recebido mais denúncias por não pagamento da pensão alimentícia.

“Hoje recebemos mais denúncias de mães solteiras porque temos muitas famílias monoparentais. As crianças muitas vezes vivem só com a mãe, ou com os avós e tendo em conta que temos recebido mais denuncias por falta de pagamento de pensão alimentícia, temos vindo a trabalhar no sentido de chamar a atenção dos pais sobre a necessidade de cumprimento desse dever”, afirmou.

O ICCA, de acordo com este responsável, tem promovido várias acções de sensibilização envolvendo os homens para combater este problema, ajuntando, por outro lado, que neste Verão o serviço de psicologia e sociologia do instituto percorreu todos os povoados da ilha e promoveu encontros de sensibilização e palestras.

Entretanto, referiu que nos primeiros anos de funcionamento o ICCA recebeu muitas denúncias de casos de abuso sexual, isto porque realçou, quando a instituição foi instalada crimes de abuso sexual contra menores estava na ordem do dia na ilha do Maio.

“As denuncias de abusos sexuais continuam a ser registadas, as pessoas estão a procurar mais o ICCA para fazer as denuncias, isso é um sinal de que as mesmas estão cientes de que crimes de abusos sexuais são graves e que não devem tomar isso como normal, asseverou, indicando que a família deve sempre lembrar que a criança é prioridade absoluta.

Ajuntou, por outro lado, que o ICCA tem igualmente recebido denúncias por maus tratos físico a menores uma prática, que no seu entender, “infelizmente faz parte da cultura cabo-verdiana”, porque muitos pais pensam que para educar uma criança é preciso agredi-la fisicamente.

O ICCA é a instituição responsável pelas politicas públicas de protecção das crianças e adolescentes criada em 1982.

Visa promover a protecção equilibrada e a igualdade social entre as classes mais vulneráveis, nomeadamente crianças e adolescentes e suas respectivas famílias, através da definição e implementação de políticas sociais públicas.

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