A justiça tem conhecimento de que o padre Gerald Ridsdale abusou sexualmente de pelo menos 69 crianças e está preso desde 1994, depois de ter sido condenado a 34 anos.

Ridsdale já era elegível para a liberdade condicional em 2022.

No entanto, o juiz Gerard Mullaly, do tribunal do condado de Victorian, determinou hoje que o pedido de liberdade condicional só será permitido em 2024, quando o padre terá 90 anos.

“Você sabia que o que estava a fazer era profundamente errado e prejudicial, mas continuava a fazê-lo repetidamente”, disse Mullaly.

“Parece que não conhecia limites ou não tinha qualquer senso de restrição”, declarou o juiz.

Os últimos crimes de Ridsdale envolveram dois irmãos que foram vítimas de abusos por parte do padre enquanto faziam uma caça ao coelho.

“Confiámos as nossas crianças inocentes e lindas a esse bastardo sem questionar se deveríamos estar mais vigilantes”, disseram os pais dos irmãos.

O casal de idosos descreveu Ridsdale como um “padre pedófilo imundo, conivente e fingido”.

Ridsdale admitiu o abuso, mas o seu advogado, Tim Marsh, havia argumentado anteriormente que o seu cliente não deveria passar mais tempo na prisão.

Marsh sugeriu que uma sentença apropriada seria aquela que não interferisse na data de libertação e que se Ridsdale tivesse sido condenado por todos os seus crimes de uma só vez, o seu tempo de prisão não excederia a sentença anterior.

No entanto, o juiz Gerard Mullaly discordou e mudou a data para o pedido de liberdade condicional.

Uma investigação do Governo da Austrália, divulgada este mês, concluiu que o cardeal australiano George Pell sabia que Ridsdale havia abusado sexualmente de crianças anos antes da prisão do padre.

O Governo australiano decidiu divulgar o relatório completo depois de o Supremo Tribunal anular no mês passado as condenações contra Pell, acusado de abusar dois meninos do coro numa catedral de Melbourne no final dos anos 90, quando era arcebispo. O clérigo, de 78 anos, passou 13 meses na prisão antes de ser libertado no mês passado.

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