O evento que reúne jovens de toda a África e da diáspora e que acontece sobre o tema “Consulta Regional das Jovens Mulheres sobre Beijing +25” conta ainda, na sua organização, com a colaboração da Oxfam International.

O fórum, segundo fontes da ONU Mulheres de Cabo Verde, tem como propósito o debate de questões ligadas ao tema e com as quais os governos africanos devem se preocupar, visto que a juventude vai deliberar sobre a compreensão da Declaração e Plataforma de Acção de Pequim para garantir que as meninas africanas percebam seu pleno potencial, mesmo quando rodeadas por inúmeros desafios.

A agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável e a agenda 2063, segundo a ONU Mulheres, sublinham a importância de promover os direitos dos jovens e de satisfazer as suas necessidades, em toda a sua diversidade.

“Envolver os jovens é fundamental para a implementação bem-sucedida da agenda transformadora em África. Para se alcançar estas aspirações requer uma compreensão das necessidades, interesses, desafios e potencialidades da Juventude Africana”, cita documentos referentes ao fórum.

Ainda de acordo com a ONU Mulheres, com as políticas certas e investimentos para o engajamento dos jovens, estes podem se tornar num potencial promotor das causas e geração de produtores, criadores, empresários, agentes de mudança e líderes de resolução de problemas das próximas décadas.

Segundo esta agência das Nações Unidas, para garantir que a promessa de “não deixar ninguém para trás” seja realizada, a implementação responsiva ao género da agenda 2030 deve atender às necessidades de todas as meninas e mulheres, especialmente aquelas que enfrentam formas múltiplas e intersectivas de discriminação e marginalização.

De Cabo Verde participam no evento quatro jovens activistas e engajados nas questões de género no país.

A Declaração de Beijing e a Plataforma de Acção de 1995 é a agenda mais visionária para o empoderamento de mulheres e meninas, em todos os lugares, foi estabelecida na Quarta Conferência Mundial sobre Mulheres em Pequim (China) e adoptada por 189 governos comprometidos em tomar medidas estratégicas em áreas críticas como pobreza, educação, saúde, violência, conflitos armados, economia, poder e tomada de decisões, mecanismos institucionais, direitos humanos, mídia, meio ambiente e a menina.

Em 2020 a Declaração de Beijing cumprirá 25 anos, desde a altura em que se estabeleceu remover as barreiras sistémicas que impedem as mulheres de participar em todas as áreas da vida, seja em público ou em particular.

Segundo a ONU Mulheres, apesar de algum progresso, a mudança real tem sido agonizantemente lenta para a maioria das mulheres e meninas do mundo, pelo que nos dias de hoje, nenhum país, pode alegar ter alcançado a igualdade de gênero devido a múltiplos obstáculos que permanecem inalterados na lei e na cultura.

Como resultado, a ONU Mulheres admite que as mulheres continuam subvalorizadas, a trabalharem mais, a ganharem menos, com menos escolhas e experimentam múltiplas formas de violência em casa e em espaços públicos, razão porque está a lançar a campanha multigeracional intitulada “Geração de Igualdade: Realizar os direitos das mulheres para um futuro igual”.

A campanha “Igualdade de Geração” exige pagamento igual, igualdade de cuidados não remunerados e trabalho doméstico, o fim do assédio sexual e todas as formas de violência contra mulheres e meninas, serviços de saúde que atendam às suas necessidades e participação igual na vida política e tomada de decisão em todas as áreas da vida.

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