A posição consta da mensagem do chefe de Estado alusiva ao Dia Nacional da Cultura e das Comunidades, que se celebra em Cabo Verde anualmente a 18 de outubro, na qual Jorge Carlos Fonseca admite angústia com os problemas que afligem os cabo-verdianos, “muito especialmente, as dificuldades dos que se encontram em países onde ainda não conseguem ter as necessidades mínimas satisfeitas”.

“Em relação a estas, prosseguirei, com denodo, os esforços junto às autoridades nacionais e às desses países no sentido de se conseguir a melhoria possível das suas condições de vida”, lê-se na mensagem do Presidente da República.

Cabo Verde conta com uma população residente de menos de 600 mil pessoas, mas estima-se que a diáspora, sobretudo entre os países europeus e os Estados Unidos da América, ronde um milhão de cabo-verdianos: “Ele não é um excedente da nação, mas sim constitutivo à nação”, referiu o chefe de Estado, sobre o peso da diáspora.

Na mensagem divulgada hoje, o Presidente acrescenta que, no “estrito respeito pela Constituição da República”, continuará “a envidar esforços no sentido de defender a adoção de medidas que facilitem adequada integração dos emigrantes cabo-verdianos nos países de acolhimento e, muito particularmente, das segundas gerações que enfrentam, em certos países, dificuldades de integração”.

“Incito as nossas comunidades emigradas a continuarem a se afirmar como ativos participantes, e não meros espectadores, desta grande e auspiciosa aventura de construir Cabo Verde, de consolidar a sua independência, a sua democracia, a sua liberdade e promover o bem-estar do seu povo, colocando o seu saber, a sua competência, o seu empenho ao serviço do desenvolvimento desta Pátria que é de todos nós”, afirma ainda.

O chefe de Estado refere igualmente que, desde Cabo Verde, o país continuará “a viver intensamente os sucessos dos nossos patrícios radicados no exterior”.

“E neste dia 18 de outubro, em que celebramos a Cultura e as Comunidades, envio calorosas saudações a todos aqueles que contribuem para que a nossa cabo-verdianidade brilhe lá onde quer que estejam. Que continuem a trabalhar para a sua preservação e sua singularidade, desta que é a nossa maior herança, que revela a nossa forma de pensar e agir”, conclui a mensagem de Jorge Carlos Fonseca.

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