A representante da organização em Cabo Verde, Adélsia Almeida, explicou que o objectivo é de fortalecer o conhecimento dos jornalistas e profissionais da media sobre temas relacionados com a deficiência e inclusão social, visando o “tratamento adequado” da informação sobre temas relacionados com às pessoas com deficiência em particular e populações vulneráveis em geral.

“ Nos vamos estar cá nesses dois dias e vamos debater temas que vão desde o conceito da deficiência, ver a questão da comunicação acessível e trabalhar a questão das barreiras que poderão condicionar a comunicação acessível”, disse.

A intenção, explicou Adélsia Almeida, é capacitar os jornalistas para que possam no seu dia-a-dia apresentar o conteúdo do seu trabalho de forma que seja acessível para as pessoas com deficiência, mas também que consiga “sensibilizar os decisores” e a população em geral para os problemas de acessibilidade, que são vivenciados pelas pessoas com deficiência.

“A comunicação acessível não é uma comunicação que está virada exclusivamente para as pessoas com deficiência, mas é uma comunicação que é compreensível a todos. E por isso vamos trabalhar também a questão da acessibilidade na comunicação, como é que podemos fazer uma comunicação que seja acessível a todos”, acrescentou.

Esta formação está enquadrada num projecto regional intitulado “VIH e Deficiência”, cujo objectivo principal é contribuir para a redução de novas infecções por VIH de pessoas com deficiência, apoiando a promoção dos direitos humanos, atacando as barreiras legais e melhorando o seu acesso a serviços de prevenção, assistência e apoio por meio da advocacia regional.

O vice-presidente da Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC), Geremias Furtado, vê nessa iniciativa da ‘Humanité & Inclusion’ uma forma de “melhorar o trabalho dos jornalistas”, já que, conforme frisou, formações do género permitem aos profissionais abordar “com profundidade e propriedade” determinados temas “importantes e de interesse público”.

“Achamos que assim estaremos dando passos importantes rumo ao tão almejado e imprescindível jornalismo especializado em Cabo Verde. Seria até bom que alguns actores com responsabilidades a outros níveis, que chegaram, inclusive, a tecer publicamente críticas ao estado do jornalismo actual em Cabo Verde se mobilizassem em prol de iniciativas do tipo. Todos sairíamos a ganhar”, disse.

A formação tem a duração de dois dias.

“Compreender a deficiência”, “A introdução à convenção dos direitos humanos das pessoas deficiência”, “Acessibilidade e reabilitação”, “Como interagir com uma pessoa com deficiência” e “Conselhos gerais sobre como fornecer serviço inclusivo aos utentes” são alguns dos temas que vão estar em debate.

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